Por Nathalia Silva Em Campanhas Atualizada em 09 JAN 2019 - 15H18

A conquista do mundo a Cristo

O mundo é feito para ser carinhoso. Por isso, a Milícia da Imaculada transmite afetividade e nós temos um exército incrível para isso. Então você pode ver que a devoção a Nossa Senhora tem um valor inestimável.


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Conquistar o mundo

Não podemos esquecer este grande homem, São Maximiliano Kolbe, que há mais de setenta anos estava num campo de concentração de Auschwitz, e passou os últimos dias num bunker. O que é bunker? É uma espécie de subterrâneo, onde havia diversas celas e cada uma delas estava cheia de prisioneiros condenados à morte, de maneiras diferentes, durante a Segunda Guerra Mundial. Alguns eram colocados lá dentro, como São Maximiliano Kolbe, trancados, sem água e sem comida, até morrerem.

Maximiliano Kolbe nasceu em 1856 e morreu em 1942. Viveu 46 anos. Pertencia a uma família comum da época, trabalhava na tecelagem doméstica; onde a família trabalhava, também vivia, comia. Não havia salas separadas. Era tudo no mesmo ambiente. Pai, mãe e três irmãos. Era uma família comum.

Aconteceu um fato, que sua mãe contou mais tarde, depois da morte de Maximiliano. Um dia ela chamou a atenção dele. Ele era criança, mas não era a primeira vez que fazia aquilo. A mãe teria dito: “O que vai ser de você um dia, meu filho?”. Ele deveria ter uns sete ou oito anos. E o que aconteceu? Na casa, havia um pequeno lugar de oração, num um quartinho pequeno. Ele foi lá e começou a chorar. A bronca deve ter sido feia! Mas o interessante é que ele foi rezar. E aí Maximiliano teve esta visão, que contou à mãe: ele viu Nossa Senhora olhando para ele, mostrando duas coroas de flores, uma vermelha e a outra branca. Ela perguntou: “você as quer?”. E ofereceu as duas. Ele, sem saber o significado de tudo isso, disse: “Claro, eu quero”. Uma resposta de criança. E esse acontecimento deve ter marcado muito a sua vida. A própria mãe diria que viu que ele mudou, mas não sabia por que...

E aí começou a história de Maximiliano. Ele não podia estudar porque os pais não podiam manter os estudos. Uma vez ele foi à farmácia e falou o nome do remédio em latim, e falou com tanta clareza que o farmacêutico ficou impressionado! Então o farmacêutico se tornou o seu professor e deu aulas para ele.

E Maximiliano cresceu. Com a situação política da época, não tendo a Polônia uma independência própria, pertencendo de um lado aos russos e do outro aos alemães, e pertencendo Maximiliano ao lado que era dos russos, ele começou a estudar, mas o seminário ficava do lado dos alemães. E a unidade patriótica era simbolizada pela devoção a Nossa Senhora de Czestochowa. Os poloneses a consideravam a rainha deles, a imperatriz deles. Tanto é verdade que, depois de um tempo, os comunistas impediram que os poloneses fizessem a procissão com a imagem de Nossa Senhora. Então, eles fizeram a procissão só com a moldura. E ainda hoje os poloneses conservam uma devoção tão grande que têm um tratamento para com Nossa Senhora como se fosse realmente rainha. Portanto, havia já no sangue da família de Padre Kolbe, esse amor a Nossa Senhora.

Ele entrou no seminário dos franciscanos conventuais. Então ele se formou, vestiu a batina, e para estudar filosofia e teologia, o mandaram para Roma, com os conventuais. Os conventuais são franciscanos, e eles têm uma tradição mariana muito bonita, sobretudo a partir do dogma da Imaculada Conceição. E os conventuais – os franciscanos, mas sobretudo os conventuais – lutaram quase sete séculos para conseguir o reconhecimento de que Nossa Senhora foi concebida sem o pecado original.

Isso tudo entrou no sangue de Maximiliano Kolbe. Portanto, ele estava mergulhado nesse mistério e deixou bem claro que esta revelação da Imaculada foi uma revelação do Espírito Santo, porque ele disse: “Quem quiser entender o mistério da Imaculada, o peça de joelhos ao Espírito Santo”.

Quero dizer a você que a Milícia da Imaculada tem uma origem, tem uma mística que é sua espiritualidade, com base teológica. Todo este universo é uma base que Maximiliano Kolbe acentuou muito. Ele se sentiu tão seguro disso que quis doar a vida a Imaculada, se deixando guiar por Ela com um confiança ilimitada; e não somente confiava, ele acreditava que realmente era uma criatura que Deus mandou ao mundo para que o mundo por Ela fosse acolhido. Eis a força da afetividade. Deus, se não for afetivo, ninguém o aceita! E se você não tiver uma experiência de afetividade com Deus nada acontece.

O mundo é feito para ser carinhoso. Por isso, a Milícia da Imaculada transmite afetividade e nós temos um exército incrível para isso. Então você pode ver que a devoção a Nossa Senhora tem um valor inestimável.

Maximiliano Kolbe trabalhou tudo baseado nisso, a partir de uma verdade teológica. Ele sentiu a força maternal de Nossa Senhora e seu poder. Nosso fundador sentiu-se inteiramente protegido por Ela, amado por Ela e seguro com Ela, que ele viu que com a Imaculada poderia realizar seu sonho que era salvar o mundo, como Jesus queria que fosse feito!

O primeiro que Nossa Senhora faz é levar seus filhos a Jesus. Porque quem conhece Nossa Senhora, imediatamente percebe a missão dela, que é levar os homens a Cristo. Por isso, Maximiliano Kolbe fundou a Milícia da Imaculada com este programa: salvar o mundo, converter o mundo, conquistar o mundo a Cristo, ao Sagrado Coração de Jesus, ao amor de Jesus, sob a proteção e a mediação da Imaculada. Este é o projeto dele, isto mostra toda a sua espiritualidade. Eis a Milícia da Imaculada!

Frei Sebastião Benito Quaglio

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