O Sínodo poderia ser caracterizado como sendo um evento quase milagroso. Pessoas provenientes de tantos contextos sócio-político-culturais e eclesiais distintos e que compartilham a mesma fé, reunidas para refletir sobre essa parcela da sociedade que representa o futuro, o amanhã e a esperança.
Por Nathalia Silva Em Hora do Jovem Atualizada em 21 DEZ 2018 - 14H38

O futuro, a esperança, o amanhã

Após as assembleias sinodais de 2014 e 2015 que refletiram o tema “Sobre o amor na família”, a Igreja decidiu abordar questões relativas à realidade juvenil em outubro do ano passado.


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Bispos eleitos pelas Conferências Episcopais dos diversos países, outros nomeados pelo Papa Francisco, representantes da Vida Consagrada, peritos e jovens dos cinco continentes reuniram-se para refletir o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Provenientes de contextos culturais e eclesiais distintos, os participantes compartilharam suas alegrias e esperanças, preocupações e desafios relacionados com o mundo juvenil.

As diversas intervenções na sala do Sínodo, as observações nascidas dos grupos linguísticos de trabalho e o material recolhido e sintetizado no “Instrumentum Laboris”, fruto de um grande esforço para envolver os jovens na preparação da assembleia sinodal, formaram a base sobre a qual se desenvolveram as reflexões e debates entre os participantes da mesma.

O documento final do Sínodo, entregue ao Papa, possui 167 parágrafos divididos em três capítulos, referidos respectivamente a três verbos: reconhecer, interpretar e escolher, e se inspira na cena evangélica dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35).

Trata-se de um texto com uma visão ampla sobre a realidade juvenil mundial; não somente sobre os jovens engajados na vida da comunidade eclesial, mas também sobre jovens indiferentes, agnósticos, participantes de outras expressões religiosas ou ateus. Há referências aos mais diversos temas e situações vividas pela juventude: a falta de oportunidades, desemprego, drogadição, abusos de todo tipo, migração, refugiados, corporeidade, afetividade, sexualidade, homossexualidade, família, meio ambiente, injustiças, formas de exclusão e marginalização, tráfico humano, novas tecnologias, mídias sociais.

Os debates durante o Sínodo expressaram uma grande complexidade e diversidade de situações. Isso porque a Igreja está imersa no contexto em que vive. As diversidades se multiplicam e a complexidade que as caracterizam desafia. Tal situação representa um grande desafio positivo para a Igreja, chamada a ser cada vez mais plural. Estando presente em diferentes culturas, ela precisa criar canais de diálogo com as mesmas, a fim de cumprir sua missão de anunciar de forma livre, crível, respeitosa e ousada o Evangelho da Vida a todos os povos.

O Sínodo poderia ser caracterizado como sendo um evento quase milagroso. Pessoas provenientes de tantos contextos sócio-político-culturais e eclesiais distintos e que compartilham a mesma fé, reunidas para refletir sobre essa parcela da sociedade que representa o futuro, o amanhã e a esperança.

Inicia-se agora uma nova etapa: fazer chegar às diversas expressões juvenis o que foi debatido ao longo desse processo sinodal até o momento. As questões levantadas e as preocupações expressas devem ser agora traduzidas em iniciativas e práticas. O Sínodo neste sentido lançou as bases para um novo impulso na missão de acompanhar os jovens no caminho da fé e do discernimento vocacional.

Por Dom Jaime Spengler Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre - RS 

Por Dom Jaime Spengler Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre - RS 

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