UMA VIVA EXPRESSÃO DE MARIOLOGIA
A Medalha milagrosa, além de um pequeno livro de fé, pode ser definida como um pequeno tratado de Mariologia.
O primeiro quadro que se apresenta na medalha é a visão maravilhosa da Imaculada. A “toda bela” se ergue majestosa sobre um globo e com o pé imaculado esmaga uma serpente.
Podemos dizer que, exatamente por causa da visão, da medalha contribuiu notavelmente a fim de preparar os ânimos para a definição do dogma da Imaculada Conceição, vinte quatro anos mais tarde. De fato, no dia 8 de dezembro de 1854, através da Carta apostólica Innefabilis Deus, o Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.

Contudo, além dessa finalidade imediata, que já se realizou, quantas coisas ainda diz a esplêndida visão da Imaculada para o olhar atento do cristão que a contempla! A visão da “toda pura”, que esmaga a cabeça da serpente infernal, recorda ao homem a triste história da humanidade pecadora.
Todos os homens passam da tenaz do pecado original, da qual são libertados somente pela graça do batismo. Somente Maria foi isenta dela. E esse singular privilégio, mais do que ofender a universalidade da Redenção humana, realizada por Cristo, exalta o poder do divino Redentor, que com seus méritos preservou Maria.
Que alegria para a humanidade essa vitória de Maria, que marca a primeira de todas as vitórias por Ela ganha contra o inferno e contra suas insídias! A Igreja canta: “Gaude Maria Virgo; cunctas haereses sola interemisti in universo mundo”; Alegrai-vos, ó Virgem Maria! Por ti foram vencidas todas as heresias no mundo.
A vitória será infalível para quem mergulhar com confiança na luz das suas graças.
Através de Maria, de fato, Jesus é oferecido ao mundo e, através dela, o mundo retornará a Jesus: eis a missão de Maria nos projetos de Deus, que quis associá-la a toda a obra do divino Redentor.
Fonte: Frei Luis Faccenda OFM Conv