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"Toda santidade e perfeição consiste no amor a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem e nosso redentor. É a caridade, que une e conserva todas as virtudes que tornam o homem perfeito." (Santo Afonso Maria de Ligório)

Afonso Maria de Ligório nasceu em Marianella, Nápoles, no dia 27 de setembro de 1696, sendo seus pais de origem nobre. Era o mais velho dentre sete irmãos. De rara inteligência, recebe em 1712 o doutoramento em direito civil e canônico, sendo um dos advogados mais célebres e requisitados de Nápoles. Não lhe faltaram também temperamento e dons artísticos: poeta, músico, arquiteto e pintor... A experiência do mundo, uma causa inesperadamente perdida nos tribunais, a corrupção aí existente, mudam radicalmente sua vida. Ingressa no grupo diocesano da "Propaganda" e inicia seu contato com o abandono dos pobres nas áreas urbanas e arredores de Nápoles. Como membro das "Misses Apostólicas" inicia suas pregações missionárias em vastas e dificílimas regiões do sul da Itália. Ordenado sacerdote, em 1726, desenvolve seus ministérios entre os "lazzaroni" da cidade de Nápoles, massa excluída e marginalizada pela sociedade e pela Igreja. Para eles cria as célebres "Cappelle Serotine" (Capelas Vespertinas). Em 1732, após contato com cabreiros e pastores abandonados nas montanhas de Scala, reúne um grupo para evangelizar os mais abandonados. Nasce assim a Congregação do Santíssimo Redentor.
Escritor fértil, deixou-nos mais de cem obras, dentre as quais se destacam:

  • Teologia Moral (1746) 
  • A oração, grande meio da salvação (1759) 
  • A prática do amor a Jesus Cristo (1761) 
  • Glórias de Maria (1750) 
  • Visitas ao Ssmo. Sacramento e a Maria Ssma. (1745)

Nomeado bispo de Santa Águeda dos Godos, no sul da Itália, renuncia, após fecundo ministério, por motivos de idade e saúde, em 1775. Retira-se para junto de seus congregados em Nocera dei Pagani, onde morre. Encerrava-se assim uma vida de noventa e um longos e fecundos anos. Era o dia primeiro de agosto de 1787.
Beatificado em 1816, canonizado em 1839, é declarado Doutor da Igreja (1871) e Padroeiro dos Moralistas e Confessores (1950).

Fonte de Pesquisa: Blog de Santo Afonso