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Terço da MisericórdiaPalavra do Papa

Bento XVI: João Paulo II e Faustina Kowalska, apóstolos da Divina Misericórdia

Clique e leia o texto na íntegra

“Queridos irmãos e irmãs:

 

Durante o Jubileu do ano 2000, o querido servo de Deus João Paulo II estabeleceu que em toda a Igreja o domingo depois da Páscoa, além de domingo in Albis, fosse denominado domingo da Divina Misericórdia. O fez em concomitância com a canonização de Faustina Kowalska, humilde religiosa polonesa, nascida em 1905 e falecida em 1938, zelosa mensageira de Jesus misericordioso...”  (Bento XVI - Regina Coeli, 30 de março de 2008)

 

 

João Paulo II e o amor à Misericórdia Divina. 


"Ó incompreensível e insondável
Misericórdia de Deus,
Quem Te pode adorar
e exaltar de modo digno?
Ó máximo símbolo
de Deus Onipotente,
Tu és a doce esperança
dos pecadores"
(Diário, 951, ed. it. 2001, pág. 341).

Caríssimos irmãos e irmãs

 

Repito hoje estas palavras, simples e sinceras, de Santa Faustina, para adorar juntamente com ela e com todos vós o mistério inconcebível e insondável da misericórdia de Deus. Como ela, queremos professar que não existe para o homem outra fonte de esperança, fora da misericórdia de Deus. Desejamos repetir com fé: Jesus, tenho confiança em Ti!

 

No nosso tempo, em que o homem se sente perdido face às numerosas manifestações do mal, temos particular necessidade deste anúncio que exprime a confiança no amor onipotente de Deus. É preciso que a invocação da misericórdia de Deus surja do fundo dos corações repletos de sofrimento, de apreensão e de incerteza, mas que, ao mesmo tempo, procura uma fonte infalível de esperança.

 

Com os olhos da alma desejamos fixar o olhar de Jesus misericordioso para encontrar na profundidade deste olhar o reflexo da sua vida, assim como a luz da graça que já recebemos tantas vezes, e que Deus nos destina todos os dias e para o último dia. (...)

 

Quanta necessidade da misericórdia de Deus, o mundo tem hoje! Em todos os continentes, do profundo do sofrimento humano, parece que se eleva a invocação da misericórdia. Onde predominam o ódio e a sede de vingança, onde a guerra causa o sofrimento e a morte dos inocentes, é necessária a graça da misericórdia para aplacar as mentes e os corações, e para fazer reinar a paz. Onde falta o respeito pela vida e pela dignidade do homem, é necessário o amor misericordioso de Deus, cuja luz manifesta o indescritível valor de cada ser humano. É necessária a misericórdia para fazer com que toda a injustiça no mundo encontre o seu fim no esplendor da verdade.

 

Por isso hoje, neste Santuário, desejo confiar solenemente o mundo à Misericórdia Divina. Faço-o com o desejo ardente de que a mensagem do amor misericordioso de Deus, aqui proclamado por intermédio de Santa Faustina, chegue a todos os habitantes da terra e cumule os seus corações de esperança. Esta mensagem se difunda deste lugar em toda a nossa Pátria e no mundo. Oxalá se realize a firme promessa do Senhor Jesus: deve elevar-se deste lugar “a centelha que preparará o mundo para a sua última vinda” (cf. Diário, 1732, ed. it. , pág. 568). É preciso acender esta centelha da graça de Deus. É necessário transmitir ao mundo este fogo da misericórdia. Na misericórdia de Deus o mundo encontrará a paz, e o homem a felicidade!

Deus, Pai misericordioso que revelaste o Teu amor
no Teu Filho Jesus Cristo e o derramaste sobre nós
no Espírito Santo, Consolador. Confiamos-te hoje o destino
do mundo e de cada homem.
Inclina-te sobre nós, pecadores cura nossa debilidade
vence o mal; faz com que todos
os habitantes da terra conheçam a tua misericórdia
para que em Ti, Deus Uno e Trino
encontrem sempre a esperança.
Pai eterno pela dolorosa Paixão e Ressurreição
do teu Filho tem misericórdia de nós
e do mundo inteiro.
Amém!

Santo Padre João Paulo II
Na dedicação do santuário da misericórdia divina

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