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07/07/2017 - 09h37: A oração dominical do “Angelus” será a única atividade pública do Papa durante o mês de julho

Julho, em Roma, é um mês que registra altas temperaturas. As atividades públicas de vários departamentos da Santa Sé chegam a fechar-se para recesso no período mais quente do verão. Tradicionalmente, até o pontificado do Papa Bento XVI, o pontífice também saía da cidade para continuar suas atividades numa cidadezinha que se localiza no alto de uma montanha, Castel Gandolfo. Papa Francisco não tem ido para lá, mas já foi anunciado que ele reduzirá suas atividades públicas no mês de julho para apenas a aparição na janela do Palácio Apostólico de onde, ao meio-dia, aos domingos, ele dirige uma palavra à multidão que se reúne na Praça de São Pedro e reza a oração mariana do Angelus.

Segundo informações da Rádio Vaticano, por causa das férias de verão, as audiências gerais das quartas-feiras estão suspensas e só deverão voltar a serem realizadas na primeira semana de agosto, na Sala Paulo VI. Audiências Gerais As missas que o Papa Francisco costuma rezar nas manhãs, na Capela da Casa Santa Marta também estão suspensas nos meses de julho e agosto, devendo ser retomadas na metade de setembro.

Para os turistas que respeitam o princípio de que “não se pode ir à Roma sem ver o Papa” poderão vê-lo, rigorosamente no horário, na janela do apartamento pontifício. Um pouco antes do meio-dia, uma grande tapeçaria em vermelho com motivos dourados é estendida na janela. Colocam-se os microfones de modo que todos possam ouvir o Papa em toda a Praça e, em seguida, Francisco aparece sorridente. As pessoas que se posicionam do lado direito da Basílica, perto das colunatas de Bernini podem ver o Papa com mais tranquilidade. E, quase sempre, no final do breve encontro, Francisco diz, em italiano: ”Non dimenticate di pregare per me. Buona domenica a tutti e buon pranzo!” (não se esqueçam de rezar por mim! Bom domingo a todos e bom almoço!).

A oração do Angelus tem origem remota na história da Igreja. Segundo os redatores do site católico Aleteia, “a composição da oração do Ângelus é atribuída ao beato papa Urbano II (pontífice de 1088 a 1099). Já a tradição de rezá-la três vezes ao dia foi iniciada pelo rei Luis XI, da França, em 1472. Reza-se o Ângelus, tradicionalmente, às 6 horas, ao meio-dia e às 18 horas”. Muitas localidades do interior, mesmo no Brasil, preservam o costume de tocar os sinos das igrejas para destacar a “hora do Angelus”, popularmente chamado de a “hora da Ave-Maria“.

A estrutura da oração do Angelus é bastante simples: é composto por três invocações, cada uma com a sua devida resposta, e as três juntas descrevem o mistério da Encarnação do Filho de Deus. As invocações são acompanhadas de uma jaculatória, uma breve oração e três Glórias. De sua janela, o Francisco reza o Angelus em latim.

Fonte: Site da CNBB





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