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09/02/2018 - 13h18: Dia do Senhor

11 DE FEVEREIRO

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Paulo Teixeira

“Seja minha defesa, o Deus, rocha e fortaleza que salva, porque tu és meu baluarte e refúgio. Guia-me por amor do Teu nome” Sl 30,3-4

O Evangelho deste domingo ressalta a compaixão de Jesus diante do sofrimento do homem. O leproso não poderia se aproximar de ninguém. Jesus se aproxima, o toca e conversa com ele.

PALAVRA DE DEUS

Lv 13,1-2.45-46

A primeira leitura é do livro do Levítico e é um texto legislativo. O trecho fala sobre a lepra, a prior das doenças. Na visão religiosa das pessoas do tempo de Jesus, a doença era considerada uma punição pelo pecado cometido. E a lepra era a punição máxima. O leproso deveria se afastar, não poderia viver nas cidades e, além de ser excluído, ainda deveria gritar para que ninguém se aproximasse a ele.

Salmo 31,1-2.45-46

O Salmo 31 é considerado um texto penitencial, mas o trecho recitado na liturgia deste domingo é de caráter sapiencial, pois fala da experiência do perdão, da pessoa que recebeu misericórdia de Deus e se sente feliz.

1Cor 10,31-11,1

Paulo em sua carta aos corítions quer ressaltar a realidade fundamental que descobriu em sua vida: Jesus Cristo foi crucificado e isto é salvação para uns e escândalo para outros. Paulo também transmite noções de ética para a comunidade e insiste em três atitudes do cristão: fazer tudo pela glória de Deus, não escandalizar aos outros e imitar as atitudes de Cristo.

Mc 1,40-45

Este trecho do Evangelho se dá depois da narrativa do dia de Jesus passou em Cafanaum e pode ser considerado uma introdução à missão de Jesus. A pregação de Jesus parte da periferia e não é um discurso sobre realidades distantes, mas ele anuncia o Reino de Deus a partir do próprio homem.

REFLEXÃO

A CURA DA LEPRA NOS Evangelhos é sinal da libertação do mal e do pecado. O leproso é um doente que sofre na carne e na consciência, pois a lepra era considerada castigo de deus. O leproso não é apenas uma pessoa que sofre de uma doença, mas é uma pessoa que sofre por inteiro devido sua doença.
Jesus se compadece do leproso e de todas pessoas que são abandonadas na sociedade. Jesus não cura de forma automática ou como se fosse a obrigação ou função dele. Não era um curandeiro profissional. No episodio narrado estão em destaque as atitudes de Jesus que revelam uma pedagogia, um processo curativo. Jesus sentiu compaixão, estendeu a mão, tocou e falou com o doente. Nossas comunidades também são chamadas a ter compaixão das pessoas mais necessitadas; estender a mão a todos; tocar, conhecer profundamente, encontrar-se com as realidade dos que sofrem; e estabelecer o diálogo para que seja um gesto de solidariedade que manifeste o Reino de Deus e não somente um auxílio.
Existem novas lepras que estão na sociedade e nas comunidades. Em um mundo com tanto sofrimento e pessoas afastadas da Igreja e uma das outras, é imperativo para o Cristão a missão de estender a mão a quem precisa para que encontr Jesus, aquele que nos liberta de todas as formas de mal.

OREMOS

Na celebração deste domingo apresentemos a Deus nossa vontade de combater o pecado em nós e na sociedade. Rezemos com verdade e sinceridade ao Pai e peçamos o perdão dos nossos pecados e da comunidade.







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