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13/03/2018 - 11h27: Editorial: Simplesmente Francisco, por Padre Edvaldo Pereira

Por Padre Edvaldo Pereira, scalabriniano

Há cinco anos, neste mesmo dia 13, a fumaça branca indicava a escolha do novo Papa. O até então cardeal Mário Bergoglio assumia a condução do rebanho de Cristo. A renúncia do Papa anterior, Bento XVI, deixou a sede vacante, logo ocupada por um pastor vindo de terras longínquas. Um representante do terceiro mundo, de um continente pobre, de um povo sofrido.

Simplesmente Francisco. Inspiração divina e marca registrada de uma Igreja em saída. Seu jeito humilde e sorriso fácil conquistou e aproximou o rebanho do pastor. Falando simples de coisas sérias transformou a linguagem hermética em conversa familiar. Dispensou o ritualismo cerimonial para anunciar o Reino de Deus nas pegadas de Jesus de Nazaré.

O Papa humilde, no momento da posse, pede para ser abençoado antes de abençoar. Inicia-se a construção de pontes ao invés de muros. O diálogo e o respeito tornam-se condições para a construção de acordos e reaproximação do diferente.  No seu modo de ser e de agir, a eclesiologia do Povo de Deus se sobrepõe à eclesiologia hierárquica. E isso não somente em discursos e promessas, mas na prática de uma opção evangélica firme e determinada.

O Papa peregrino que quebra protocolos, atrai multidões e apresenta-se como mensageiro da paz. Proporciona uma Igreja de braços abertos e coração misericordioso. Fiel à doutrina e aos costumes, mas sem engessar a mensagem. Um vento novo a reavivar a engrenagem de uma tradição que estava ficando pesada e fechada. 

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