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03/09/2018 - 09h27: Papa Francisco enfatiza que o desejo de escândalo e divisão é combatido com silêncio e oração




Nesta segunda-feira, dia 03 de setembro, o Pontífice voltou à agenda de costume, celebrando ainda as missas na capela da Casa Santa Marta.

O Santo Padre comentou o Evangelho do dia, de São Lucas, e declarou que o desejo de “escândalo” e de “divisão” só pode ser combatida com o silêncio e a oração.

De volta a Nazaré, Jesus é acolhido com reserva. A Palavra do Senhor cristalizada leva a refletir, portanto, “sobre o modo de agir cotidiano, quando há incompreensões” e entender “como pai da mentira, o acusador, o diabo, atua para destruir a unidade de uma família, de um povo”.

Nenhum profeta é bem recebido em sua Pátria - Ao chegar à sinagoga, Jesus é acolhido com grande curiosidade: todos querem ver as grandes obras feitas por ele em outras terras. Mas o Filho do Pai Celeste usa somente “a Palavra de Deus”, um hábito que adota quando “quer vencer o Diabo”. 

"E é justamente esta atitude de humildade que deixa espaço à primeira “palavra-ponte”,  uma palavra que semeia a dúvida, que leva a uma mudança de atmosfera, da paz à guerra, do estupor ao desprezo. Com o seu silêncio, Jesus vence os cães raivosos, vence o diabo que tinha semeado a mentira no coração”, esclareceu. “Não eram pessoas, era um bando de cães raivosos que o expulsaram da cidade. Não raciocinavam, gritavam. Jesus ficou em silêncio. Levaram-no até ao alto do monte com a intenção de lançá-lo no precipício. Esta passagem do Evangelho termina assim: com o seu silêncio vence aquele bando selvagem e vai embora, pois não tinha chegado ainda a hora. O mesmo acontece na Sexta-feira da Paixão: as pessoas que no Domingo de Ramos fizeram festa para Jesus e disseram “Bendito és Tu, Filho de Davi”, diziam crucifica-o: tinham mudado. O diabo semeou a mentira em seu coração, e Jesus fazia silêncio”, completou ele.

O Papa ensina que quando existe este modo de agir de não ver a verdade, permanece o silêncio.

“O silêncio que vence, porém através da Cruz. O silêncio de Jesus. Quantas vezes nas famílias começam as discussões sobre política, esporte, dinheiro, uma vez, depois outra e aquelas famílias acabam sendo destruídas naquelas discussões em que se vê que o diabo está ali, que quer destruir... Silêncio. Dizer o que pensa e depois se calar, pois a verdade é mansidão, a verdade é silenciosa, a verdade não é barulhenta. Não é fácil o que Jesus fez, mas há a dignidade do cristão que está fundamentada na força de Deus. Com as pessoas que não têm boa vontade, com as pessoas que buscam somente o escândalo, que buscam somente a divisão, que buscam somente a destruição também nas famílias: silêncio e oração”, disse.

Por fim, o Pontífice concluiu com uma oração.

“Senhor, nos dê a graça do discernimento quando devemos falar e quando devemos calar, durante a vida toda: no trabalho, em casa, na sociedade... durante a vida inteira. Assim, seremos mais imitadores de Jesus”, finalizou.



Com informações do Vatican News.





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