Por Marta Romero Em Formação Atualizada em 12 ABR 2019 - 13H17

Maria aos pés da Cruz

Homilia do Dia




Frei Sebastião medita sobre o tema: Caminhando com Nossa Senhora

A Cruz não era só uma execução de morte, mas uma execução de tortura. O crucificado podia ficar lá até morrer. A única possibilidade do crucificado era poder respirar puxando os braços pregados e fazendo força nos pés. A morte para o condenado era apressada porque não tinha como se sustentar para respirar. Então os pulmões ficavam apertados e morriam asfixiados em pouco tempo. Portanto cada respiro era uma dor inimaginável. Não tem como explicar tamanho horror. Nesta situação de dor, Jesus ainda encontrou jeito para dizer algumas palavras, que ressoam através do tempo, dos séculos e milênios. Só teve misericórdia e amor. “Pai perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem”. Cristo foi crucificado assim, com o corpo todo chagado, suado e ensanguentado. Se Jesus pediu perdão, com certeza Deus ouviu Jesus no momento da sua dor e perdoou Judas, sumos sacerdotes, escribas, anciãos, Herodes, Pilatos. E a loucura do perdão, é a loucura do amor! Não tem rosto de ninguém, não tem pessoas rejeitadas e ainda olhando para o homem crucificado que pedia socorro disse,“Ainda hoje você estar no paraíso comigo.” Olhem que palavras fortes Ele disse, você, você. Não disse a tua alma ou o teu espírito. Ele disse você! Você estará comigo hoje, hoje! O Hoje de Jesus não admite a morte. Cristo como Deus nunca morreu. O corpo Dele passou por esse itinerário, por essa trajetória do corpo humano. “Hoje mesmo você estará comigo no paraíso”. O lenho da morte dá a vida para o outro. Está morrendo do mesmo jeito e ainda disse: “Tenho sede!”. Sede de quê? De todos nós que estamos em falta com Ele. E olhando para a sua mãe e o discípulo amado. O evangelista nunca deu o nome ao discípulo amado, porque no Evangelho dele o discípulo amado representa todo aquele que Jesus Cristo redime em todos os tempos. E olhando para a sua própria mãe, deu-lhe a maternidade universal sobre a herança da Cruz, que somos nós. “Eis aqui o Teu Filho” e depois ainda olhando para o discípulo amado: “Eis aqui a tua mãe”. Maximiliano Kolbe vê nestas palavras o nascimento da Milícia da Imaculada. Em que nós somos entregues à Nossa Senhora e ela nunca vai nos deixar. Se a espada de profetizada por Simeão chegou até o fim, essa dor nunca ela vai esquecer. O Filho quis assim, portanto ela nunca iria deixar a vontade do Filho, morrer ou desaparecer. Você imagina a importância deste momento para ela. Doeu muito no coração Dela, mas aí começou a nossa história, onde a morte chegou para o Filho, começou uma vida nova no coração dela, ela gerou outro filho que somos nós, a partir da morte do próprio Filho. “Pai está tudo consumado, em tuas mãos entrego a minha vida!”

Trecho da homilia do Evangelho (Jo 10,31-42)

Caminhando com Maria na Quaresma – (Maria aos pés da Cruz)

Transcrição de Marta Romero Guimarães

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