Por Diego Lima Em Deus é jovem!

O Jejum na Quaresma

E aí, jovem! Com a quaresma, ouvimos muito falar sobre “penitência” e “jejum”. Mas, afinal de contas, por que a Igreja recomenda que façamos esse exercício neste período?

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O jejum na quaresma


Na verdade, a Quaresma é um momento de preparação para celebrarmos a ressurreição de Cristo! Neste período, a Igreja nos propõe o jejum como uma maneira de reflexão, de aprendizado no domínio de nosso corpo e também de nossas inclinações.

Mas esse jejum não é simplesmente para “passar fome”. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “o apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores, mas a conversão do coração, a penitência interior”, pois a conversão interior impele à expressão dessa atitude com sinais visíveis, gestos e obras de penitência.

Ou seja, os jejuns, embora sejam atos exteriores, nos levam à oração, a uma melhor escuta de Deus por meio do espírito de sacrifício, levando-nos à conversão interior. “[A Quaresma] chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

E aí, jovem! Com a quaresma, Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de ‘devorar’ tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração,” destacou o Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma.

A Igreja Católica orienta os fiéis para a abstinência de carne e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim como penitência em todas sextas-feiras do ano. A CNBB admite que, em todas as sextas-feiras do ano (exceto Paixão), os fiéis façam substituição da abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou troquem a carne por um outro alimento.

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Inclusive, recomenda-se que o gesto do jejum seja acompanhado da partilha com os necessitados. Nessa perspectiva, em sua homilia de 16 de fevereiro de 2018, Papa Francisco exorta: “O meu jejum chega a ajudar os outros? Se não chega, é fingido, é incoerente e te leva pelo caminho da vida dupla.

Faço de conta ser cristão. Mas, por dentro, não o sou. Peça humildemente a graça da coerência.

A coerência. Se eu não posso fazer algo, não a faço. Mas não fazê-la incoerentemente. Fazer somente aquilo que eu posso fazer, mas com coerência cristã”. Que possamos, de modo especial nesse tempo, praticar o jejum e a penitência para nos aproximarmos de Deus e do mistério pascal.

Até a próxima!

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