Por Gabriel Lopes Em Interligado

Nas asas da literatura

Uma viagem pelo mundo da imaginação




A realidade e o mundo ideal são separados por um abismo que pode ser vencido com uma ferramenta muito fácil: a imaginação. As histórias fictícias nos tiram um pouco do nosso mundo real e nos transportam a um novo universo muito mais bonito, melancólico e poético. Nesta edição, queremos te apresentar uma personagem que saiu das páginas dos livros e foi parar nas telinhas através de uma famosa série.

Anne é uma órfã que foi adotada por engano por um casal de irmãos que vivem em uma fazenda chamada Green Gables. A estima por um menino logo é frustrada ao receberem uma garota ruiva, franzina e que fala pelos cotovelos com um vocabulário digno de dissertação de mestrado.

Aos poucos, os irmãos Cuthbert são atingidos pela pureza, ingenuidade e afeto que Anne os oferece. Eles vão percebendo, pouco a pouco, que a paixão da menina por histórias fictícias e mundos imaginários, nada mais é que uma válvula de escape para quem já sofreu muito na mão de patrões mal intencionados e crianças cruéis do orfanato onde esteve.Leia Mais#FaçaCircular: compartilhando evangelizaçãoMístico da ImaculadaUma singela Flor Misericórdia em ação

A realidade cinzenta da família interiorana é contrastada com as tagarelices de Anne. É claro que de início um desconforto é sentido, mas com o passar do tempo a presença daquela menina faz com que a vida na fazenda seja mais leve. Ela trilha uma linda jornada que aborda o valor da família, o respeito às diferenças e principalmente, o quão libertador é o poder do conhecimento.

“Anne de Green Gables” é uma série de livros escritos por Lucy Maud Montgomery e que virou uma série da Netflix intitulada “Anne with an E” que conta com 3 temporadas. Tanto na série, quanto nos livros, vemos a importância que a literatura tem no desenvolvimento de jovens e crianças. Sem eles, viramos adultos frustrados, que não dão espaço para imaginação e não permitem que a “criança interior” se manifeste.

Durante a pandemia, em meio a tantas limitações, apareceu também a possibilidade de ler mais ou, pelo menos, ler com mais atenção. Uma das marcas desse tempo.

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