Por Karina Fonseca Em Meu rolê

Viagem em família

É bom visitar lugares distantes e relaxar sozinho ou com amigos. Mas com a família também é bem prazeroso. A jovem mílite Karina Fonseca conta como foi ir para sua terra natal em Arapiraca - AL com sua família. Vem ler conosco!




Em janeiro deste ano, depois de seis anos sem visitar minha terra natal, tive a oportunidade de voltar com meus pais para Alagoas. Terra querida de pessoas gentis e alegres, de calor humano e, não poderia me esquecer, do calor de verão que nunca acaba.

Realizar uma viagem, passear e ainda rever a família e toda a história por trás de sua árvore genealógica, não tem preço. Chegando ao velho sítio da minha querida avó, desci do carro e pude reparar o olhar de felicidade daquela que esperava a sua família “paulista”. A matriarca, com muita alegria, nos aguardava com um delicioso café da tarde: tapioca, cuscuz, café e um delicioso doce de mamão.



Dentre as sensações que tive ao pisar no chão daquele sítio, uma bem marcante foi reparar no sorriso de minha avó, podia passar o tempo que fosse e ele continuava o mesmo.

Passando pela bela sensação de estar com meus familiares, é claro que não poderia deixar de desbravar o lindo nordeste. Foram 30 dias e, em alguns deles, os passeios mais inusitados. Fiz o que poderia chamar de “rolê do sertão” em que conheci as casas de pau-a-pique e mergulhei no Velho Chico na incrível cidade de Penedo - AL.

Não imaginava a grande força do rio São Francisco, as águas puxavam para o fundo. A água é tão clarinha que dava até para enxergar os pés. Ali eu me emocionei de verdade, foi único. Se eu tiver que indicar um dos lugares para que vocês possam visitar no nordeste, visitem o Velho Chico. É história, é vida e muita aventura também.



Amei as lindas praias de Alagoas! Coruripe, Maragogi, Gunga, que são praticamente desertas; e também as mais visitadas com calçadão e luzes a fora como Ponta Verde, Praia do Francês e Barra de São Miguel. Não passei um dia sem ter entrado no mar e experimentado a sensação de liberdade.

Foi muito radical velejar de jangada e nadar nos corais da Pajuçara, em Maceió. Foi óbvio que senti muito medo e passei muito mal também. A jangada vai balançando para lá e para cá, se você não tem um estômago forte, meu amigo, é certo que passará mal. Só esqueci do enjoo quando cheguei aos corais e a maré ainda estava baixa revelando aquela beleza colorida.

Preciso recordar também as festas folclóricas e coloridas do vilarejo do pequeno sítio em Olho d’Água do Meio, próximo ao município de Arapiraca - AL . Uma delas foi a prece aos guerreiros que são danças com roupas coloridas e fitas que despertavam todo o povoado para comemorar no mês de janeiro uma linda celebração. Doces e comidas típicas também não faltavam para rechear as noites de folia.




De cidade, vilarejo, sítio, rio e mar, a fé também me guiou. Quantas capelas lindas e simples. Ver a fé de pessoas com o rosto cansado de trabalhar na roça, ao segurar um terço e fazer suas preces para “Mainha do céu”, fez com que eu me conectasse cada vez mais com Deus. É maravilhoso perceber que a fé não tem limites de espaço e nem lugar. Ela move montanhas e desperta as pessoas para pensamentos positivos e isso eu pude carregar na bagagem do meu coração de volta para São Paulo.

Acredito que de todas as oportunidades que temos de viajar, seja para onde for, precisamos aproveitar cada pedacinho do lugar com quem amamos e trazer de volta conosco algo bom que aquela cultura nos mostra, do que as pessoas que ali vivem querem nos transmitir por meio do amor, da simplicidade e do acolhimento.

Eu simplesmente me deixei mover por isso, e certamente quero ter a oportunidade de desbravar outros lugares com o coração aberto e com a minha família. 

Fonte: Revista Jovem Mílite

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Karina Fonseca, em Meu rolê

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.