Por Bárbara Rodrigues Em Minha História de Fé Atualizada em 21 MAI 2019 - 11H02

Companheirismo

Uma vida que conheceu o amor e soube propagar esse lindo sentimento

Conheça a emocionante história da voluntária Vânia Maria, professora aposentada que transformou a vida de crianças especiais através do seu amor, fé e dedicação.

A história de Vânia começou numa cidadezinha chamada São Simão – SP, onde nasceu. Filha mais nova de cinco irmãos, cresceu indo à igreja aos domingos e participando da hora da reza, como era conhecido a oração do Terço. Quando tinha 10 anos, a menina foi eleita presidente da Cruzada Eucarística.

O tempo passou e Vânia se formou como professora. Como a cidade de São Simão era pequena, a jovem decidiu se mudar para a cidade de São Paulo para morar com sua irmã e fazer o curso de especialização para trabalhar com crianças com necessidades especiais de educação.

Certo dia, Vânia voltava do trabalho para casa quando conheceu Caio. O jovem estava sentado no ônibus e pediu para segurar as coisas de Vânia que estava em pé. Os encontros continuaram acontecendo, mas Vânia, por ser muito tímida, quase não falava com Caio. Dias depois, Caio passou de carro no ponto em que Vânia e sua irmã estavam esperando o ônibus e ofereceu uma carona. Elas aceitaram. Sua irmã ganhou um amigo e ela, um grande amor. Foram dois anos e meio de namoro e nesse meio tempo a professora se especializou na educação de crianças portadoras de doenças mentais. Em 1975, Vânia e Caio se casaram.

Vânia assumiu sua primeira classe de alunos com necessidades especiais de educação em São Bernardo do Campo - SP. Eram 15 crianças. A luta maior da professora começou quando decidiu retirar o sentido pejorativo do rótulo de “deficientes mentais" e mostrar que elas podiam fazer coisas que as outras crianças faziam. As crianças eram isoladas e não participavam de nada junto com as outras da escola.

Para começar a diminuir a desigualdade entre elas, a professora todos os dias as organizava para entrarem em fila com as outras turmas e também participarem do recreio sob a supervisão dela que dava atividades para as crianças se integrarem. Além dessas situações, Vânia fez questão de conversar com o responsável da cantina para que ele, ao invés de entregar balinhas de graça a seus alunos, pegasse o dinheiro que elas levavam, por menor valor que fosse, e mostrasse a elas que ali tinha uma troca equivalente.

Para integrá-los com a comunidade, Vânia passou a dar aulas de pintura aos alunos. No início, a intenção era levar arte apenas para os pequenos, mas a atividade fluiu tão bem que esse se tornou o grande projeto da sala. Com parceria das mães que ficaram responsáveis por cortar os tecidos e fazer o acabamento com crochê, os alunos e a professora passaram a vender seu trabalho no bazar que acontecia na festa de fim de ano da escola.

O trabalho era tão bem feito que o artesanato ficou conhecido. As filas da feira eram gigantescas para as pessoas comprarem os itens. No final do bazar, Vânia reunia todo o dinheiro que arrecadavam e separava metade para comprar o material das crianças do ano seguinte e a outra metade, para levá-los ao shopping para ver o Papai Noel.

Foram mais de 25 anos dedicados a ensinar e, em todos os momentos, Vânia contava com Deus e Nossa Senhora para guiá-la da melhor maneira para ensinar aquelas crianças com tanto potencial, mas esquecidas.

Quando se aposentou em 1998, logo após que seu marido também tinha deixado o serviço diário, a vida pareceu perder o sentido. O tempo que o casal se empenhava para fazer coisas para as crianças se tornou vazio. Foi justamente nessa época que os dois conheceram a Milícia da Imaculada.

Um dia, estavam procurando uma igreja para frequentar e descobriram a Paróquia Santíssima Virgem, em São Bernardo do Campo – SP, cujo o padre era o Frei Sebastião Benito Qualio. Logo nas primeiras missas, os dois foram cativados pelo carisma de Frei Sebastião. Em 2007, o casal fez o retiro para novos consagrados na Milícia da Imaculada e se tornou mílite e voluntário.

Há 11 anos a professora aposentada se inspira em São Maximiliano Kolbe e compreende que uma vez consagrado, para sempre será consagrado à Imaculada!


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