Por Barbara Rodrigues Em Minha História de Fé Atualizada em 10 FEV 2020 - 11H54

Decisão

Decisão

Kátia, grávida de sete meses, e seu esposo Rosier tiveram de tomar uma decisão. A síndrome da bebê desenvolvera-se, mas a vida e a fé pulsavam mais forte naquela família.

Foi no ano de 2005 que a família se reuniu na sala de estar. Significava muito a presença de todos naquele momento, quando o Doutor Wagner falou sobre o diagnóstico. Kátia e Rosier sentiram medo do desconhecido. Ela olhou para os familiares e acariciou a barriga e o casal pediu oração para sua filha.

Meses antes, Kátia aproveitava a alegria de ser mãe pela segunda vez. Mariana era gerada com muito amor e zelo. A mãe já estava com 35 anos e a preocupação com a saúde fez com que ela optasse por fazer o exame morfológico. Logo, o médico percebeu uma alteração no coração e no dorso do pezinho da bebê. Preocupado, providenciou vários exames e um deles era para identificar se Mariana tinha alguma síndrome, assim poderiam começar o tratamento dela desde cedo.

Para ser realizado o exame cariótipo, Kátia e Rosier tiveram de assinar um termo de responsabilidade. O médico da família explicou o porquê da necessidade do termo: “Kátia, você já está no sétimo mês e o exame poderá ter complicações de alto risco”.

O casal tinha alguns minutos para tomar uma decisão. Entraram numa sala e refletiram sobre todas as escolhas que pareciam incertas. Deus era o único que poderia ajudá-los naquela hora. Por isso, com fé rezaram: “Senhor que seja feita a Sua vontade! Dai-nos força!”, e ao saírem da sala, souberam o que fazer.

Enquanto Rosier prestava atenção a todos os movimentos do médico, Kátia permanecia de olhos fechados. Com o terço na mão, rezava e mantinha-se tranquila. O procedimento começou e uma agulha foi introduzida na barriga de Kátia para colher um pouco do líquido da placenta. Os minutos foram de grande apreensão, pois Mariana mexia-se muito na barriga e o risco de estourar a placenta era grande, e se isso ocorresse, os pais perderiam a bebê. Depois de muita angústia, o médico conseguiu colher o líquido.

Os dias para sair o resultado arrastaram-se e, ao completar uma semana, Kátia e Rosier foram ao hospital. O diagnóstico foi o mais difícil: Mariana era positiva para Síndrome de Turner. Diante do desconhecido, o casal sentiu o chão desaparecer. Até o momento, não sabiam muito sobre a síndrome, apenas que a doença só afetava meninas e que Mariana tinha 45 cromossomos e, por causa disso, poderia ficar anã e não desenvolver o corpo na puberdade. Rosier foi buscar mais informações na internet, mas o conteúdo só mostrava as deformidades causadas pela síndrome, e nada ajudava em dar paz ao coração do casal. Eles decidem, então, permanecer em oração.

Por isso, numa tarde de março de 2005, a família estava reunida. O apoio de todos era muito importante. O incentivo dos avós ao dizerem: “A Mariana vencerá! Já vemos o sorriso dela!”, foi decisivo para o casal.

Em uma das consultas de Kátia com a cardiologista da bebê, a médica contou aos pais que em alguns casos de Síndrome de Turner, pode-se cogitar o aborto. Kátia não ouviu as palavras da médica, tampouco Rosier. Mariana era um presente de Deus!

Os últimos meses de gravidez passaram e os médicos sempre alertavam o casal sobre a possibilidade de Mariana não resistir às cirurgias que viriam.

Aquele 30 de maio de 2006 foi marcado por expectativa e felicidade. Mariana nasceu bem, mas teria que ficar na UTI e passar por algumas cirurgias. Antes que a primeira fosse realizada, o hospital solicitou doadores de sangue para o procedimento. Logo, as pessoas chegavam sozinhas ou em caravanas para doar sangue em nome da recém-nascida. Todas tinham escutado pela Rádio

Imaculada Conceição (RIC 1490AM) que Mariana precisava de ajuda. Kátia ficou feliz, pois dois anos atrás tinha se tornado mílite pela RIC. Depois de alguns dias o casal foi informado que a cirurgia foi desmarcada e foi então que Kátia e Rosier decidiram batizar Mariana na UTI.

Numa noite, enquanto Kátia rezava o terço, recebeu a visita de uma enfermeira negra em seu quarto. Muito amável, a enfermeira escutou a história e prometeu que ao amanhecer providenciaria duas orações para ela. Pela manhã, as orações foram entregues, a novena da Medalha Milagrosa e a das Mãos Ensanguentadas de Jesus. Contudo, o rapaz que entregou as orações não conhecia nenhuma enfermeira negra do plantão da noite.

Kátia sentia que tudo melhoraria se colocasse a Medalha Milagrosa junto a Mariana na UTI. Quando recebeu alta, Kátia começou a novena, e, no nono dia, recebeu a notícia de que Mariana não precisava fazer outras cirurgias. Os médicos não sabiam o porquê, mas a bebê poderia ir para o quarto.

Neste ano, Mariana espera ansiosa por seu aniversário. Ela completará 10 anos. A menina cresceu saudável e o acompanhamento médico permitiu que ela se desenvolvesse. Mariana tem a Síndrome de Turner, mas até o médico mais experiente se admira ao ver que a menina tem a mesma altura que qualquer outra criança de sua idade. A única dificuldade dela é com a matemática, mas isso é comum entre as meninas com a síndrome.

A vinda de Mariana fortaleceu a fé da família. Kátia, Rosier, Luana e Mariana são felizes juntos!

E depois de escolherem pela vida, Kátia diz convicta: “Nossa Senhora preparou nossos caminhos desde o começo. Em todos os momentos, Deus e Nossa Senhora permaneciam conosco e não me arrependo de ter-me consagrado a Ela e de ser mílite!”.

E esta é a História de Fé de Kátia Cilene Baldin e de Rosier de Almeida Lima!




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