Por Núria Coelho Em Brasil

Jair Bolsonaro sanciona lei que visa coibir fraudes previdenciárias

Lei tem origem em uma Medida Provisória editada por Bolsonaro em janeiro

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Texto não foi divulgado pela assessoria, mas redação aprovada pelo Congresso prevê dois programas para combater fraudes


O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira, 18, em uma cerimônia no Palácio do Planalto, a lei que visa coibir fraudes previdenciárias. A lei tem origem em uma medida provisória editada por Bolsonaro em janeiro, já aprovada pelo Congresso Nacional.

A íntegra do texto sancionado por Bolsonaro não havia sido divulgada pela assessoria da Presidência até a última atualização desta reportagem.

Conforme o texto aprovado pelo Congresso, serão criados dois programas para combater fraudes.

De acordo com o governo, a MP tem potencial para gerar economia de cerca de R$ 10 bilhões por ano.

Discursos

Durante a cerimônia, o secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que entre 15% e 18% dos benefícios são concedidos irregularmente, por isso é necessária a revisão.

"É o início do novo sistema previdenciário", afirmou Marinho ao se dirigir ao presidente Bolsonaro.

"Esta lei endurece o processo de combate aos sonegadores, retira uma série de vácuos que existem na legislação, permite que o nosso INSS possa permanecer integro, hígido, para prestar serviço para a sociedade", acrescentou.

Em seguida, o relator da MP na Câmara, Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), afirmou que a medida é importante porque é preciso combater as fraudes.

Bolsonaro não discursou. A cerimônia foi encerrada após a assinatura da lei. Em uma entrevista coletiva após a cerimônia, o presidente disse que o Brasil "se acostumou com a fraude".

"No BPC tem fraude, no Bolsa Família tem fraude. Lamentavelmente, é um país que se acostumou com a fraude. Estamos buscando um ponto de inflexão para mostrar para a população que uma das primeiras ações nossas é combater a fraude e não aumentar imposto", disse.

O que diz a MP

O texto aprovado pelo Congresso prevê que um dos programas criados é o Programa Especial para Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade.

Conforme o governo, objetivo é analisar, até o fim de 2020, suspeitas de irregularidades, além de gastos desnecessários e indevidos na concessão de benefícios. Pelo texto da MP, os servidores do INSS receberão um bônus para executar o programa.

O outro programa criado pela MP aprovada pelo Congresso é o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade, que deve durar também até o fim de 2020. Assim como o Programa Especial, poderá ser prorrogado até 31 de dezembro de 2022, mas por ato "fundamentado" do ministro da Economia. (G1)

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Por Núria Coelho, em Brasil

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