Por Angelica Lima Em Notícias

Coronavírus: Ministério da Saúde orienta evitar viagens à China

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera todo o território da China como área de transmissão ativa do novo coronavírus


O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou que o Brasil está vigilante


A Organização Mundial da Saúde, a OMS, já considera todo o território chinês área de transmissão ativa do novo coronavírus. Até o momento, são quase três mil casos confirmados na China. Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou que o Brasil está vigilante sobre o comportamento do vírus e se prepara para prestar a melhor assistência necessária para a população.

“O nosso sistema de saúde já lidou com a SARS, já lidou com H1 N1, já lidamos com outro em 2014. Não é um sistema que está sendo preparado agora, nós temos os planos de contingência e o que nós vamos fazer é atualizar, colocar eles todos nos seus devidos patamares, já que todo o protocolo é definido e já é de conhecimento de todas as equipes dos estados e municípios”.

O Brasil segue a orientação da OMS e o protocolo para síndrome aguda respiratória que define que pessoas que vieram da China, nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos e, portanto, serão monitorados. Outra orientação do Ministério da Saúde é que as pessoas viagem para a China apenas em casos de extrema necessidade, como explica o ministro da Saúde, Luiz Herique Mandetta.

“A Organização Mundial de Saúde passa a tratar a China como um todo, então muda a orientação que nós temos, da própria Organização Mundial de Saúde, onde nós considerávamos casos suspeitos aqueles procedentes daquela cidade aonde estava o epicentro da situação. Agora a gente passa a tratar todo e qualquer eventual caso suspeito aqueles procedentes da China”.

Nesta terça-feira (28), o Brasil apresentava, no total, três casos suspeitos da doença. Eles estão localizados em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Os pacientes se enquadraram na atual definição de caso suspeito para o novo coronavirus, estabelecido pela OMS.

• O que é Coronavírus?

Coronavírus (CoV) é uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que podem causar um resfriado comum ou síndromes respiratórias graves como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome, (SARS-CoV) e a síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome (MERS-CoV). Esses vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície que lembram uma coroa.

Uma nova variante do vírus foi identificada recentemente, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Essa nova variante não havia sido identificada previamente em humanos e foi denominada 2019-nCoV. Centenas de casos já foram detectadas em outras cidades da China, além de Tailândia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos da América.

• Qual a origem deste surto?

Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

• Há outros coronavírus com transmissão de animais para humanos?

Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de gatos selvagens para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em 2012. Vários coronavírus conhecidos estão circulando em animais que ainda não infectaram humanos.

• A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?

Sim. Todos os coronavírus podem ser transmitidos de pessoa a pessoa. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membros da família que tenham tido contato físico com o paciente e/ou permanecidos no mesmo local que o paciente doente.

• Qual é o tempo de incubação desta nova variante do coronavírus?

Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de cerca de duas semanas.

• Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?

Depende do vírus, mas os sinais comuns incluem sintomas respiratórios, febre, tosse e falta de ar/desconforto respiratório. Em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e morte. Idosos e pessoas com problemas de saúde podem apresentar manifestações mais graves.

• Qual é a letalidade desta nova variante do coronavírus?

Não se sabe até o momento. Porém, acredita-se que a letalidade do 2019-nCoV seja inferior a do SARS-CoV e do MERS-CoV.

• Existe um tratamento para o coronavírus?

Não há tratamento específico. No entanto, muitos dos sintomas podem ser tratados. Além disso, os cuidados de suporte às pessoas infectadas podem ser altamente eficazes.

• Existe uma vacina para o novo coronavírus?

Quando uma doença é nova, não há vacina até que uma seja desenvolvida.

• Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o coronavírus?

Não. Esta vacina protege somente contra o vírus influenza.

• Como reduzir o risco de infecção pelo coronavírus?

Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

• Estão contraindicadas as viagens para a China e para os países com casos importados?

Não. Com base nas informações atualmente disponíveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda nenhuma restrição de viagens ou comércio. A OMS corrobora para que as medidas de preparação para emergências de saúde devem ser fortalecidas pelos países em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional (2005).

• Temos casos da nova variante do coronavírus no Brasil?

Até o presente momento não há casos suspeitos ou confirmados no país.

• Há risco de epidemia global?

Sim. Mas até o momento, a OMS não declarou o surto de 2019-nCOV como uma situação de Emergência em Saúde Pública de Interesse Internacional.

FONTES: Ministério da Saúde do Brasil / Organização Mundial da Saúde / CDC.

*Documento elaborado pelos médicos infectologistas: Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves e Dr. Clovis Arns da Cunha.

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