Por Silvia Cunha Em Igreja

Rio de Janeiro: Rota Romana realiza encontro de canonistas

Tônica do encontro era "colocar em evidência a comunhão do Bispo de Roma com o Bispo Tempesta e com todos os Bispos da Igreja"


Gaudium Press
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Tônica do encontro era "colocar em evidência a comunhão do Bispo de Roma com o Bispo Tempesta e com todos os Bispos da Igreja"


A Rota Romana e o Instituto Superior de Direito Canônico da Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveram o "Rota Rio - leitura guiada da Exortação Apostólica 'Amoris laetitia'". O evento se realizou de 5 a 6 de feveiro.

Simultaneamente ao Curso anual para os Bispos, houve a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta. Durante a reunião, houve conferências do Monsenhor Pio Vito Pinto, decano da Rota Romana; e do Monsenhor Alejandro Arellano Cedillo, juiz auditor da Rota Romana. A Rota Romana é o Superior Tribunal da Igreja, em grau de apelação, junto à Sé Apostólica.

Dentre os participantes, estavam o Bispo Auxiliar Dom Luiz Henrique da Silva Brito; o Diretor do Instituto Superior de Direito Canônico, Monsenhor José Gomes Moraes; o Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Rio de Janeiro, Padre Jorge Emílio Lutz Mazzini; além de Vigários Judiciais, Advogados Canônicos e auditores dos tribunais e câmaras eclesiásticas de diversas Dioceses, advogados e juristas, agentes da Pastoral Familiar, sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, estudantes de Direito Canônico e leigos interessados.

Os assuntos tratados foram: "A eclesiologia de Francisco e o caminho sinodal sobre o matrimônio e família"; "O discernimento como método necessário para a reforma dos processos de nulidade matrimonial"; "Beleza e crise do matrimônio e da família, segundo o Magistério dos dois últimos Sínodos (AL, cap. VII)"; "A reforma epocal do processo matrimonial (à luz do Motu Proprio "Mitis Iudex Domini Iesus"): o bispo diocesano, juiz pessoal no processo breve (a figura do Metropolita); "O catecumenato matrimonial permanente: a formação necessária para noivos e cônjuges (AL, cap. VI)"; "O pároco, ministro do catecumenato matrimonial sacramental permanente"; "A função dos diáconos casados"; "A função da Pastoral Familiar e dos tribunais eclesiásticos (AL, cap. VIII)".

"Tivemos a alegria de ser a sede escolhida pela Rota Romana para falar sobre a Exortação Apostólica 'Amoris Laetitia' e a situação dos processos breves e ordinários de nulidade matrimonial, e a importância do matrimônio, à luz desse documento", explicou o Cardeal Orani.

Monsenhor Vito Pinto ressaltou que a tônica do encontro era "colocar em evidência a comunhão do Bispo de Roma com o Bispo Tempesta e com todos os Bispos da Igreja, portanto, o fio e o espírito da nossa Igreja: comunhão, assim se chama a nossa língua, é esse o nosso falar. E a minha preocupação é deixar clara a via mestra, qual seja: um só é Cristo, um só é Pedro, um só é o vosso chefe desta Igreja Particular, o monge Cardeal Orani João Tempesta. No entanto, Francisco e Orani são ambos servos. E o Papa deseja ter olhos nos olhos dos bispos, e que os bispos titulares tenham seus olhos nos olhos do Papa, que lhes aponta o olhar do Cristo Pantocrator, que tem um olho menor para a justiça e outro bem maior para a misericórdia. Não percamos esta essência".

Aos canonistas, o decano da Rota Romana disse que estavam ali pela salvação das almas dos fiéis, pois "o direito (canônico) deve estar a serviço da teologia, tendo sempre em vista a salvação das almas. O Papa é o meio, o Bispo é o meio, o fim é a salvação alcançada por Cristo".

Com informações da Gaudium Press.

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