
De cada três trabalhadores brasileiros, um recebe, no máximo, um salário mínimo por mês. São 27 milhões de pessoas que sobreviviam, no ano passado, com até R$998.
Os dados foram coletados pelo IBGE entre julho e setembro, analisados pela consultoria Idados e publicados pelo jornal O Estado de São Paulo.
Na comparação com o início da crise, em 2014, cresceu em cerca de meio milhão o total de pessoas que recebem no máximo o valor do salário mínimo. Diferença que chegou a quase dois milhões, em 2015, no auge dos problemas econômicos do País.
Um dos motivos que justificam esse cenário são o desemprego e a informalidade. Sem vaga pra todo mundo, boa parte dos profissionais decidiu trabalhar por conta ou sem registro, o que muitas vezes representa ganhar menos. E o cidadão, nesse caso, não tem os benefícios de quem tem registro em carteira.
Dados da Serasa, por exemplo, apontam que o número de novas empresas abertas no País disparou, em 2019.
Porém, a maior parte era composta pelos microempreendedores individuais, os MEIs.
No geral, dos 27 milhões que ganham até um salário mínimo, sete milhões são trabalhadores registrados, enquanto 20 milhões estão na informalidade.
Vale lembrar que estudos do Dieese apontam que, para que o pai de família consiga manter as despesas da casa, o salário mínimo, no País, deveria ser de mais de quatro mil reais.
Da Rádio 2
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