
O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira, 4, em reuniões no Palácio do Planalto, presidentes de quatro partidos: Marcos Pereira, do PRB, Gilberto Kassab, do PSD, Geraldo Alckmin, do PSDB e Antonio Carlos Magalhães Neto, do DEM.
O objetivo dos encontros é discutir a formação de uma base aliada do governo no Congresso e buscar apoio para a reforma da Previdência, tida pela equipe econômica como uma medida essencial para reequilibrar as contas públicas do país.
Pereira foi o único presidente de partido que não falou com a imprensa após a reunião. Os demais disseram que concordam que a Previdência deve ter novas regras, mas relataram que, por ora, seus partidos não vão fechar questão.
Após reunião com Bolsonaro, Kassab disse que o presidente pediu apoio e “renovou” a disposição de “trabalhar pela aprovação das reformas” no Congresso Nacional. No entanto, disse que o partido não vai fechar questão.
O presidente do PSDB relatou que disse "claramente" a Bolsonaro que o partido sempre apontou a necessidade da reforma da Previdência. Alckmin ponderou que a bancada do partido preza por justiça social, sem privilégios e com proteção aos mais pobres, e também pela responsabilidade fiscal.
Após, a reunião, ACM Neto afirmou que as "preocupações imediatas" do DEM não passam por ser ou não da base do governo de forma oficial. Segundo o prefeito de Salvador, o partido poderá avançar, no futuro, para integrar a base, mas ele não definiu um prazo.
Sobre fechar questão na Câmara e no Senado para aprovar a reforma da Previdência, o presidente do DEM destacou que o posicionamento tem "relação direta" com o texto que chegará ao plenário da Câmara.
O DEM defende algumas mudanças no texto, mas ACM Neto não especificou quais.
Do G1
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