
As ruas de Caracas, capital da Venezuela, foram tomadas por confrontos hoje depois que o presidente autoproclamado do país, Juan Guaidó, ter convocado a população a se manifestar contra o regime de Nicolás Maduro.
Guiadó anunciou o apoio de militares para derrubar o governo e deu início à fase final da chamada Operação Liberdade. A imprensa local cita 57 feridos na capital venezuelana.
Já Maduro acusa os oposicionistas de tentativa de golpe. Ele postou mensagem na qual diz que militares demonstraram total lealdade ao povo, a Constituição e a Pátria. E também convocou às ruas a população que o apoia.
Ainda pela manhã, grupos de manifestantes tentaram entrar na principal base aérea do país, a Generalísimo Francisco de Miranda. O local fica a cerca de 13 quilômetros do Palácio Miraflores, sede do governo.
Manifestantes forçaram as grades, mas os militares responderam com disparos de bombas de gás. Carros blindados da polícia também avançavam sobre manifestantes.
Um dos veículos chegou a acelerar sobre a multidão, atropelando pessoas e provocando uma correria que derrubou mais pessoas.
Brasil, Estados Unidos e Colômbia apoiaram o movimento contrário a Maduro. O presidente Jair Bolsonaro afirmou, por uma rede social, que o país "acompanha com bastante atenção" a situação e está "ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos."
O líder opositor Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar, foi recebido na embaixada do Chile como "hóspede". Juan Guaidó estaria tentando asilo em uma embaixada europeia, provavelmente a da França.
Do G 1
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