Por Núria Coelho Em Jornal Milícia Sat Atualizada em 24 JUL 2019 - 09H03

Venezuelanos enfrentam da mendicância à prostituição na saga para sair do país

O estudo é da Agência da ONU para Refugiados (Acnur)

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Dificuldades começam durante a jornada, feita com pouco dinheiro, longos percursos a pé, os migrantes enfrentam riscos por conta de fatores como idade, gênero e saúde


A saga dos venezuelanos que decidem sair do seu país de origem inclui os riscos do deslocamento e as dificuldades para sobreviver no novo lugar.

Uma pesquisa identificou que os migrantes precisam tomar decisões drásticas para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil e prostituição. O estudo é da Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

A saída de venezuelanos aumentou acentuadamente, com o agravamento da crise política e econômica no país. De acordo com a ONU, em 2015, 700 mil migraram para outros países da América Latina e do Caribe. Este ano, até junho, foram mais de 4 milhões, que seguem para Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e ilhas do sul do Caribe. A pesquisa foi realizada com quase 8 mil venezuelanos que vivem nesses países.

As dificuldades começam durante a jornada, feita com pouco dinheiro, longos percursos a pé, os migrantes enfrentam riscos por conta de fatores como idade, gênero e saúde.

De acordo com a Acnur, 21% dos indivíduos do grupo de migrantes estão em condições médicas críticas ou crônicas, são mulheres grávidas ou lactantes, pessoas com deficiência, crianças desacompanhadas ou separadas e pessoas idosos.

Já no país onde montaram residência, os venezuelanos apontam três dificuldades principais: acesso ao trabalho, à moradia e a própria regularização - 34% da população pesquisada não possuía nenhum tipo de entrada ou autorização de permanência.

Sessenta e seis por cento dos entrevistados disseram estar desempregados ou trabalhando informalmente. Vinte por cento deles eram vendedores ambulantes. Além disso, as respostas apontaram para cerca de 100 incidentes quando as pessoas foram obrigadas a trabalhar contra a sua vontade ou em condições que a situação é considerada de exploração no trabalho.

De acordo com a ONU, a coleta de informações ajuda a identificar lacunas na prestação de cuidados e serviços.

A pesquisa resultou em ações concretas, já que os entrevistadores podem encaminhar as pessoas identificadas para receber ajuda e acompanhamento. De janeiro a junho, mais de 1,5 mil pessoas foram encaminhadas para aconselhamento ou serviços dessa natureza.

De Rádio Agência Nacional

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