Por O Mílite Em Conhecendo Maria

São Maximiliano está vivo!

“Desejo consumar-me até ao íntimo ao serviço da Imaculada, desaparecer sem deixar traços, e que as minhas cinzas possam espalhar-se aos quatro ventos...”




Aquele pó e aquelas cinzas que o vento segurava em 15 de agosto de 1941 ainda estão repetindo: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Mas para São Maximiliano Kolbe a missão não está terminada ainda. Existem erros demais, divisões demais, cinismos demais, ódio demais e guerras demais. Há pecados demais que gritam por vingança: abortos demais, violências demais, eutanásias demais. Por isso, o mal parece que triunfa. O que falar, então destas sedes que negam Maria, a sua altíssima missão, e que chegam até a blasfemar sobre Ela, a brincar com a sua virgindade e a sua pureza?

Frei Kolbe fala: aos religiosos, aos sacerdotes, a todos aqueles que se consagram a Imaculada segundo o seu espírito. E disse a eles: levem Maria, façam-na conhecer, façam-na mais amada. Fala às Missionárias da Imaculada, aos Voluntários da Imaculada e a todos os membros do grande movimento mariano-kolbiano: Maria reine em toda a Itália, na América Latina, em Luxemburgo, nos Estados Unidos, na África e na Ásia, no mundo inteiro.

Maria espera ser conhecida em toda a sua beleza, em toda a sua bondade, em toda a sua santidade. Será que podemos dizer que já fizermos tudo que está dentro das nossas possibilidades, de não ter descuidado de nada, de ter feito cada coisa do melhor modo e de não poder dar “um passo a mais”? Penso que não; Mas também se tivesse alguém que com toda a sinceridade pudesse afirmar isto, pois bem, deve desejar, como Frei Kolbe, que outros o superem no zelo, para depois superá-los de novo, em uma nobre competição. De fato, ele dizia: “Não se trata do fato que eu ou ele ou um outro ainda possa fazer algo mais pela causa da Imaculada, mas que seja realizado o máximo possível, que o mais rápido possível Ela tome posse de modo perfeito de cada alma, viva nela, opere, ame o Coração divino, o Amor divino. Deus mesmo. Em uma palavra, se trata de intensificar de modo ilimitado e sempre mais intenso o amor da criatura ao Criador” (Escrito 647).

“Só o amor constrói”, tinha repetido muitas e muitas vezes Padre Kolbe, durante a sua breve e longa vida. “Só o amor constrói”, repetia a todos quantos se aproximavam. É esta a expressão que, como lâmpada, ilumina toda a sua vida. Foi este ideal superior, este dever primordial de cada cristão autêntico, que lhe fez superar a crueldade e a violência da sua tremenda prova com o expedido testemunho do seu amor fraterno e do perdão concedido aos perseguidores.

Possam o exemplo e a ajuda de Padre Maximiliano conduzir também a nós ao verdadeiro e desinteressado amor cristão por todos os irmãos, num mundo no qual o ódio e a vingança não cessam de dilacerar a convivência humana”.

Somente assim, operando todos unidos na vinha do Senhor, podemos crer que o mundo inteiro será transformado, porque Deus reviverá no homem, triunfando sobre o erro e sobre o pecado, apressando o advento definitivo do seu Reino de amor.

Por Padre Luigi Faccenda, franciscano conventual


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