Por Padre Clemilson Teodoro Em Mariologia Popular

Causa de nossa alegria

Invocar Maria abre o nosso coração e enche a nossa vida de esperança, fortalece a nossa convicção na fé cristã.

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Por volta da década de 1930, a teologia começa a se ocupar mais com o humanismo cristão, passando então a interessar-se pelo homem e elaborar uma antropologia teológica integral, repensando o homem em todas as suas dimensões. Este interesse teológico tem reflexos sobre a apresentação do mistério de Maria, possibilitando uma percepção mais viva da sua dimensão humana e do seu valor antropológico.

Grandes autores dedicaram parte de seus trabalhos refletindo sobre as dimensões antropológicas da mariologia. Romano Guardini (1885-1968) foi um dos primeiros pensadores a intuir o significado existencial da pessoa de Maria. Ele não escreveu a história da vida de Maria, mas deixou alguns critérios a serem seguidos, numa carta a um amigo, escrita entre 1942-1943 e publicada em 1955 com o título Die Mutter des Herrn, onde Maria é apresentada como criatura de Deus, igual a nós.

Guardini descreve a vida de Maria usando termos existencialistas como drama, tragédia e risco: “O que é perguntado a Maria (na anunciação) é um salto no impenetrável: pura fé. Sob a guia de Deus, Ela deve arriscar sua existência numa aventura impossível aos olhos humanos... a postura de fé exigida de Maria... não consiste simplesmente em aceitar um ensinamento ou em aderir a uma realidade absoluta ou em agarrar-se pessoalmente a uma ordem sagrada, mas em reconhecer que Deus age aqui e agora; em obedecer ao chamado de associar-se a esta ação, em seguir este convite, aprofundando-se no desconhecido. O que está em questão, – a redenção – está de fato ainda por realizar-se; acreditar é tornar-se disponível a este acontecimento. Para Maria, isto empenha o próprio destino de mulher”.

Maria cresceu nas opções que fez, participando da complexidade da vida comum a todos os seres humanos. Ela também conheceu um processo de crescimento onde empenhou todas as dimensões da sua vida. Negar este processo na vida de Maria é forçar uma interpretação do Evangelho, tirando o que é essencial na sua experiência humana.

Além de Romano Guardini, temos também a obra de Louis Bouyer (1913-2004) que chegou inclusive a cunhar a expressão humanismo mariano. Na obra de Bouyer se descobre o significado de Maria para a Igreja e para o homem. “Maria é a mais alta revelação das possibilidades oferecidas à humanidade pela graça... a tomada total da criatura em Deus... a realização perfeita da imagem divina”.

A humanidade de Maria se abre para nós como lugar possível onde descobrir tudo aquilo que a graça de Deus pode fazer numa criatura, na humanidade, sem, no entanto, tirar-lhe a ordem das criaturas.

Invocar Maria como causa da nossa alegria, implica abertura para Deus e para a vida, como Ela, completamente doada à causa de Deus. Somos convidados a colocar à disposição de Deus toda a nossa história. Maria, plenamente humana e radicalmente de Deus, aponta o caminho para a nossa realização humana.


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