Por Vladimir Ribeiro Em Voz da Igreja

Bispos da Igreja

Viviam há pelo menos dois mil quilômetros de distância, exerceram o serviço ao Povo de Deus em períodos diferentes e viveram de formas específicas a missão de pastores na Igreja. Ambos partiram recentemente para junto de Deus. Deixam o legado da prof

Dom Pedro Casaldáliga

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Missionário espanhol, foi bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, por mais de 30 anos. Colaborou com a programação da Rádio Imaculada partilhando sua experiência e sabedoria, mesmo quando a voz estava fraca e, já debilitado pela idade, continuava com as gravações. Faleceu em agosto aos 95 anos.

Papa Francisco, com sua plena autoridade, falou sobre o sonho de uma Igreja pobre e para os pobres. Há uma distinção a ser feita. Não se trata de defender as condições precárias de vida da maior parte da humanidade. São dois tipos de valores. A pobreza iníqua priva dois terços da humanidade de condições justas para uma vida digna. A pobreza iníqua serve aos grandes lucros de uns poucos. Quando Jesus preconizava que são “felizes os pobres”, não queria falar da pobreza iníqua, mas da pobreza evangélica. “Felizes os pobres porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5,3). O Reino de Deus é o projeto de Deus para a humanidade em que não haveria a pobreza iníqua, mas todos seriam filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs construindo o Reino, se amando e se ajudando. Todos, diante da situação desse mundo tão desigual, somos cobrados a viver com simplicidade e sobriedade, sem o consumismo, sem abusar. Precisamos reivindicar a administração justa por parte dos governos e a justa remuneração para as famílias. Que todos sejamos capazes de anunciar a pobreza de Jesus que falava dos pássaros do céu e das flores da terra. Desejo a todos a paz.

Dom Henrique Soares da Costa

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Foi bispo de Palmares, em Pernambuco, desde 2014. Antes, já colaborava com a programação da Rádio Imaculada em Maceió - AL, onde era um conhecido professor de teologia. Falava de maneira clara e transmitia com vigor a doutrina católica. Faleceu em julho devido à Covid - 19.

Estamos em uma sociedade que é pluralista. Duas pessoas do mesmo sexo que queiram viver juntas têm o direito como cidadãs. Agora, tem que se distinguir isso do Sacramento do Matrimônio. Veja, para os cristãos, segundo a lei de Deus, a relação entre duas pessoas do mesmo sexo nunca foi o ideal que Deus determinou para a sexualidade humana. O Sacramento do Matrimônio é somente para um casal heterossexual de solteiros ou viúvos.. Qualquer pessoa tem o direito de viver sua vida como deseja desde que não prejudique os outros. Isso é próprio de uma sociedade pluralista, de uma sociedade que não é mais cristã em sua totalidade. Agora, os cristãos devem saber qual é a sua identidade, qual é a lei de Deus e o que é possível e não é possível para nós. Quem é cristão deve se esforçar para viver sua vida aberta para Deus, para Sua lei e preceitos. É fácil? Não! Temos nossos modos de ver e viver e temos que sair do nosso jeito para ir para o jeito de Deus. O nome disso é conversão.

Todos nós precisamos de conversão, inclusive eu, Dom Henrique, Não podemos querer dobrar Deus à nossa vontade, mas somos nós que devemos nos dobrar à vontade de Deus. Que nós cristãos respeitemos a todos, mas saibamos qual é o desejo de Deus para os seres humanos. Pronto. É isso. Que Nosso Senhor nos dê a Sua graça.

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Por Vladimir Ribeiro, em Voz da Igreja

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