Encontro com Maria

A espiritualidade mariana de São Brás: fé, martírio e confiança na Mãe de Deus

A devoção à Virgem Maria na vida do santo protetor da garganta e testemunha fiel de Cristo

Escrito por Karina Fonseca

03 FEV 2026 - 15H00 (Atualizada em 05 FEV 2026 - 09H04)

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São Brás, médico, bispo e mártir do século IV, é lembrado na Igreja como um homem de profunda caridade, fé inabalável e zelo pastoral. Nascido em Sebaste, na Armênia, por volta do ano 264, exerceu inicialmente a medicina, cuidando do corpo e da alma dos doentes. Chamado por Deus a uma entrega maior, retirou-se como eremita e, mais tarde, foi escolhido pelo povo como bispo de sua cidade.

Sua espiritualidade mariana se manifesta de forma discreta, porém profundamente enraizada na tradição da Igreja. A festa litúrgica de São Brás, celebrada em 3 de fevereiro, está intimamente ligada à memória de Nossa Senhora das Candeias, comemorada no dia anterior. As velas usadas na tradicional bênção da garganta costumam ser as mesmas abençoadas na festa da Apresentação do Senhor, criando um elo simbólico entre a luz trazida por Maria ao mundo e a intercessão do santo em favor da saúde dos fiéis.

Como mártir, São Brás viveu com fidelidade o seguimento de Cristo até o derramamento do próprio sangue, espelhando-se na firmeza e na obediência da Virgem Maria, especialmente aos pés da Cruz. A devoção popular frequentemente une São Brás a Maria sob o título de Saúde dos Enfermos, pedindo que, por sua intercessão, a voz humana seja preservada para louvar a Deus e anunciar o Evangelho.

Essa ligação mariana também se expressa na presença de São Brás em importantes templos dedicados à Virgem Maria. Um exemplo é a Catedral de Dubrovnik, consagrada à Assunção de Nossa Senhora, que guarda suas principais relíquias. Além disso, a tradição atribui a São Brás grande veneração ao título mariano Theotokos, Mãe de Deus, expressão antiga da fé da Igreja no mistério da Encarnação.

Preso durante a perseguição do imperador Licínio, São Brás foi torturado e martirizado no ano 316. Sua memória permanece viva na Igreja, especialmente por meio da tradicional bênção da garganta, sinal de confiança na intercessão dos santos e no cuidado materno de Maria para com seus filhos.

O Encontro com Maria dedica todas as terças-feiras um espaço especial para falar sobre a vida dos santos e suas devoções a Nossa Senhora.

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