Padres Antônio Bogaz, Padre Rodinei Thomazella e Professor João Hansen, Orionitas
Quando o celebrante saúda a assembleia, desejando a todos a graça e a paz que vêm em nome de Deus Pai, os presentes proclamam uma realidade lindíssima: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”. Significa, portanto, que a comunidade está envolvida no amor. Não há lugar para aqueles que preferem o desamor. Para entrar nesta belíssima comunhão, já que todos nós somos pecadores, faz-se necessário lembrar os peregrinos hebreus, quando se dirigiam para o templo de Jerusalém cantando salmos de alegria, porque era uma grande felicidade entrar na casa de Deus: “Feliz aquele que escolheis e acolheis para habitar nos vossos átrios. Queremos saciar-nos dos bens de vossa casa, da santidade do vosso templo!” (Sl 65,5). Se entendermos este momento de graça, que é o ato penitencial, por certo sairemos da Igreja mais santos, mais próximos do Senhor. Este é o significado mais profundo deste momento ritual: elevar o espírito para ouvir a palavra e partilhar a eucaristia.

Converter o coração
Ao iniciar o ato penitencial, é necessário lembrar as palavras de Jesus Cristo quando disse: “Não julgueis, e não sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, sereis medidos. Por que vedes o cisco no olho de vosso irmão e não percebeis a trave que está no vosso olho? Hipócritas! Tirai primeiro a trave de vosso olho, e então vereis melhor para tirar o cisco do olho de vosso irmão” (Mt 7,1-5). Esta admoestação de Jesus Cristo é para que nosso espírito seja mais solícito ao perdão que ao julgamento dos irmãos. Muitas vezes, nosso pensamento se dirige mais às atitudes erradas alheias que aos nossos próprios erros.
O ato penitencial pode ser visto como um convite para cada um de nós refletirmos sobre os nossos pecados e reconhecermos as nossas faltas.
Se cada cristão converter seu coração e mudar sua própria vida, a Igreja toda ficará santa e sem mancha.
Estrutura do ato penitencial
O ato penitencial, segundo os ensinamentos da Igreja, que se encontram na Instrução Geral ao Missal Romano (51-52), nos ensina que a função litúrgica do ato penitencial na missa é para que participemos da celebração com o coração puro, pois vamos celebrar os santos mistérios de nossa fé. Ele expressa a nossa condição penitencial, mas, sobretudo, a misericórdia do Pai, na gratuidade de seu perdão que buscamos com fé, aproximando-nos da sua graça (Hb 4,16). Impropriamente, fala-se ainda de absolvição geral no ato penitencial, quando, na verdade, estamos diante de uma súplica esperançosa do sacerdote, a favor da assembleia e de si mesmo. É uma súplica de perdão, pois o rito não tem valor sacramental, isto é, não corresponde à absolvição do sacramento da penitência ou reconciliação.
Depois do ato penitencial, inicia-se sempre o “Senhor, tende piedade”, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. Trata-se de um canto em que todos os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia. As três invocações penitenciais manifestam a confiança em Jesus Cristo e a esperança na misericórdia do Pai. Deus nos perdoa, pela mediação de seu Filho.
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No Batismo, nossa vocação
Toda vocação de um discípulo de Cristo é semelhante àquela dos Apóstolos, enviados por Jesus a todo o mundo para pregar o Evangelho a todas as criaturas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Cfr. Mateus 28, 19-20).
Batismo do Senhor – (Mt 3, 13-17)
Celebramos a festa do Batismo de Jesus. Nas águas do rio Jordão, Jesus é batizado por João Batista. João ministrava um batismo de penitência e de conversão. O batismo de João preparava o povo para a chegada do Messias. Mas, sendo Jesus o próprio Messias, havia necessidade de ser batizado? Será que Jesus precisava de conversão?
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