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Milícia da Imaculada
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09/02/2018 - 10h03: Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas

Desde 2008, 7 de fevereiro é uma data dedicada à luta dos indígenas. Mais de cinco séculos após o início da colonização, os conflitos persistem em diversas regiões do Brasil. O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) apresentou uma análise sobre a violência que os indigenas sofrem com base em 2016. Lançado em outubro do ano passado, o  relatório Vioência contra os povos indígenas no Brasil retrata detalhes dos crimes contra os índios, ocupação de suas terras e também crimes cometidos por indígenas.

Para Dom Roque Paloschi CIMI e Arcebispo de Porto Velho - RO a intolerância contra os índios tem crescido na “voz de sujeitos anônimos, em redes sociais, e também em discursos de parlamentares, de jornalistas e de comentaristas em programas de rádio e televisão”.

Segundo o CIMI, a exploração dos recursos minerais em terras indígenas tem aumentado e o agronegócio avança com poder financeiro sobre os índios.

No Brasil existem 1296 terra indígenas. Cerca de 40% é reivindicada, mas ainda não conta com nenhuma providência legal. Apenas 401 estão demarcadas, homologadas e registradas, isto é, pertencem à comunidade indígena de “papel passado” registrado no cartório. Além desse patamar, ainda é necessário obter do governo federal um documento que proíbe a entrada e permanência de não indígenas nas terras.

Esta baixa quantidade de terras registradas e, consequentemente, o grande número de terras em processo ou sem providências acirra conflitos. Em 2016, foram 12 enfrentamentos, sendo 7 só no Mato Grosso do Sul.

Segundo dados do Distrito Sanitário Especial Indígena, do Ministério da Saúde, 118 indígenas foram assassinados em 2016. Além disso, houve diversos casos de agressões e discriminação. Um dado marcante são as mortes por atropelamento que somaram 9. Muitas comunidadesnão tem uma terra para chamar de sal e, expulsos de um lugar para o outro, acampam na beira das rodovias.

O abuso de álcool e drogas tem gerado conflitos no interior das comunidades como casos de violência sexual têm sido registrados entre os próprios índios. O alcoolismo é também está ligado aos casos de suicídio. Foram 108 em todo o Brasil, com destaque para o Amazonas que concentrou 50 casos. No grupo Tikuna no Alto Solimões, foram 30. A maior parte estão relacionados ao uso de álcool e drogas. No Mato Grosso do Sul foram 30 casos de suicídio em 2016. A maior parte tinha entre 15 e 49 anos, mas, um dado doloroso, é constatar que 6 vítimas eram crianças entre 5 e 14 anos.





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