A devoção a Nossa Senhora das Lágrimas possui raízes profundas na contemplação silenciosa das dores de Maria Santíssima, especialmente naquele momento crucial e doloroso ao pé da cruz de Seu Divino Filho. Ao longo dos séculos, a tradição da Igreja sempre olhou para o sofrimento da Mãe de Jesus não como um ato de desespero ou de fraqueza humana, mas sim como a mais pura, límpida e corajosa expressão de amor e compaixão pela salvação de toda a humanidade.
Quando paramos para meditar nas lágrimas que verteram dos olhos de Maria, somos carinhosamente convidados a olhar para as nossas próprias feridas, decepções e angústias cotidianas sob a luz consoladora da fé. Esse exercício espiritual nos recorda que nenhuma lágrima que derramamos em nossa caminhada passa despercebida ou esquecida pelos olhos do Pai Celestial. Ela, que chorou copiosamente por seu Filho e sentiu a espada de dor transpassar sua alma, hoje se inclina sobre as nossas fraquezas, recolhe as nossas dores mais secretas e as apresenta como uma oferta de amor no altar do Céu.
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