Nossa Senhora

Maria, a Cheia de Graça na espiritualidade franciscana

Como a família franciscana contempla a Imaculada Conceição e a pureza de Maria

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Escrito por Karina Fonseca

14 OUT 2026 - 15H00

A Imaculada Conceição é um dos títulos marianos especialmente ligados à tradição franciscana. O dogma, proclamado pelo Papa Pio IX em 1854, ensina que Maria, desde o primeiro instante de sua concepção, foi preservada do pecado original por uma graça especial de Deus, em vista dos méritos de Jesus Cristo.

Muito antes da definição dogmática, a questão da Imaculada Conceição já era discutida na teologia. Entre os franciscanos, destacou-se o teólogo João Duns Scotus, que defendeu a possibilidade de Maria ter sido preservada do pecado original justamente pela ação redentora de Cristo. A ideia ficou conhecida pela expressão Potuit, decuit, ergo fecit: Deus podia fazê-lo, era conveniente que o fizesse e, portanto, o fez.

A tradição franciscana contempla Maria como a “Cheia de Graça”, aquela que respondeu plenamente ao chamado de Deus. Essa visão está relacionada à espiritualidade de São Francisco, que encontrou em Maria um modelo de humildade, pobreza e entrega.

Entre as devoções marianas cultivadas pela família franciscana está a Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora, que recorda momentos de alegria vividos por Maria em sua caminhada com Jesus, como a Anunciação, a Visitação e a Ressurreição.

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Por Karina Fonseca, em Nossa Senhora

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