O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje que, se o presidente da República, partidos e parlamentares não aceitarem a agenda que está propondo, "não tem apego ao cargo" e poderia deixar o posto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nessa quarta-feira, 27, que, se o presidente da República, partidos e parlamentares não aceitarem a agenda que está propondo, "não tem apego ao cargo" e poderia deixar o posto.
No entanto, ele afirmou que não tem irresponsabilidade para sair após a primeira derrota. Ele foi questionado, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado hoje se, caso a reforma da Previdência não alcançar a meta de economizar $ 1 trilhão de reais em dez anos, deixaria o cargo.
Essa não é a primeira sinalização de Guedes de que poderia abandonar o Ministério caso o plano que tem para o país não consiga apoio. Na cerimônia de transmissão de cargo, quando assumiu o ministério da Economia, ele disse que "é muito fácil" fazer alguém desistir em Brasília.
Guedes lembrou que a proposta do governo para a Previdência busca assegurar uma economia de, ao menos, R$ 1 trilhão em dez anos — cifra que ele julga necessária para implementar um sistema de capitalização, no qual os trabalhadores contribuem para sua própria aposentadoria.
Do O Globo
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