Imaculada Notícias

Quando a busca pela beleza vira obsessão

Em mais um episódio do Jornal Imaculada Notícias, especialistas refletem sobre os limites entre cuidar da aparência, a pressão estética e a busca excessiva por procedimentos

Linkedin

Escrito por Ana Cristina Ribeiro

23 SET 2026 - 08H28 (Atualizada em 24 SET 2026 - 04H46)

Cuidar da aparência pode fazer parte do autocuidado e contribuir para a autoestima. Mas quando a vontade de mudar o próprio corpo se transforma em uma necessidade constante, é preciso acender um alerta. Esse foi o tema de mais um episódio da série do Jornal Imaculada Notícias, que discutiu quando a busca pela beleza pode ultrapassar os limites do bem-estar.

O Brasil está entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo. Segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), em 2024 foram realizadas cerca de 2,35 milhões de cirurgias plásticas no país. Considerando também procedimentos minimamente invasivos, como preenchimentos e aplicações de toxina botulínica, o número ultrapassou 3,1 milhões de intervenções.

Por trás desses números, porém, existe uma questão que vai além da estética: a relação de cada pessoa com a própria imagem. Redes sociais, filtros e padrões de beleza cada vez mais presentes no cotidiano podem estimular comparações e aumentar a insatisfação com o corpo.

O cirurgião plástico Dr. Georgen, autor do livro Seu Rosto Não é Moda, chama atenção para a busca por um rosto perfeitamente simétrico, algo que não existe na realidade. O especialista também alerta para situações em que o paciente precisa ouvir um “não” antes de realizar novos procedimentos, entendendo que aquilo que já foi feito pode ser suficiente.

A reportagem também ouviu a psicóloga Mariana da Silveira Rodrigues Almeida, do Instituto Inclusão Brasil, que explicou a relação entre a busca contínua por mudanças estéticas e questões emocionais. Entre elas está o transtorno dismórfico corporal, caracterizado pela preocupação intensa com supostos defeitos físicos, muitas vezes imperceptíveis para outras pessoas.

Para os especialistas, o sinal de alerta aparece quando a insatisfação com a aparência provoca sofrimento, interfere na rotina ou leva a uma busca incessante por novas intervenções. Nesses casos, o acompanhamento médico e psicológico pode ser fundamental.

Mais do que seguir padrões, a reportagem reforça a importância de reconhecer os próprios limites e cuidar da saúde física e emocional. Afinal, a beleza não precisa ser uma busca sem fim.

E a série continua: no próximo episódio do Jornal Imaculada Notícias, o tema será “Os diferentes caminhos da dependência e dos vícios”, abordando as diversas formas que a dependência pode assumir e seus impactos na vida das pessoas.


Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro!

Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Ana Cristina Ribeiro, em Imaculada Notícias

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.

Enviar por e-mail