Por Frei Sebastião Benito Quaglio Em A Santa Missa

O Deus dos vivos

Na Santa Missa de hoje, Frei Sebastião fala sobre a ressureição em Deus




O Frei Sebastião Benito Quaglio (OFMConv) presidiu hoje a Santa Missa, no Santuário Imaculada Conceição e São Maximiliano Maria Kolbe, em São Bernardo do Campo, São Paulo, e comentou a Primeira Leitura (Ex 3,1-6.9-12) e o Evangelho de hoje (Mt 11,25-27).

Sobre a Primeira Leitura, Frei Sebastião destaca que um dia quiseram questionar Jesus. Eram dois grupos, um dos saduceus e o outro dos fariseus. Perguntaram a Jesus se existe ou não a ressurreição dos mortos.

Os saduceus negavam a ressurreição, inclusive negavam os anjos, os espíritos. Já os fariseus acreditavam na ressurreição. Então, Jesus ficou ao lado dos fariseus, dizendo que há a ressurreição dos mortos.

Em determinado momento Jesus disse que eles não entendiam nada sobre esse assunto. Ele explicou exatamente o que lemos na primeira leitura. “Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos”, pois o Senhor disse à Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.

Portanto, não é o Deus dos mortos é dos vivos! Portanto, Abraão, Isaac e Jacob estão vivo!

Quando Jesus se transfigurou no monte Tabor apareceram Moisés e Elias, isso significa que a morte não acaba com as pessoas e que elas não ficarão nos cemitérios, um dia haverá ressurreição dos corpos também. Porém, os que morrem já vivem com Deus.

Na pandemia, nestas dores que atingem tantas famílias, essa leitura é muito consoladora, saber que aquele filho, aquele pai, aquela mãe e aquele irmão que partiram, não estão mortos.

Colocamos os corpos no cemitério, mas as pessoas não vão para lá. Como um grão de trigo que quando cai na terra e morre, libera a sua identidade e então brota uma nova vida.

Podem imaginar a força dessa vida nova? A semente tem que quebrar a terra para subir em busca do sol e do oxigênio. O grão de trigo tem que morrer para viver, para se manifestar.

Quando falamos em Deus temos que falar em vida. Os nossos queridos, aqueles que amamos, quando morrem, não estão nos túmulos, estão com Deus.

Transcrição Marta Romero





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