Por Espiritualidade Em Formação

Como preparar o espaço litúrgico

Toda atenção que a equipe de celebração dá à ornamentação e à beleza é reveladora do mistério


Liturgia Diária


Padres Antônio S. Bogaz e Tarcísio G. Vieira, Sacerdotes Orionitas

Esse olhar revela a comunidade que celebra. Os valores da ornamentação revelam, mais que tudo, a maneira dos fiéis se revelarem com o divino. A preparação do ambiente celebrativo deve, por isso, ser acolhedora e de bom gosto. A delicadeza e a simplicidade se revelam nos pequenos gestos, como por exemplo, evitando que livros ou folhetos estejam espalhados sem nenhuma ordem ou cuidado. Semelhante quando somos recebidos numa casa bem acolhedora, organizada e arrumada. Sente-se a beleza, o bom gosto e a devoção dos anfitriões. É o mesmo sentimento quando adentramos um templo para celebrar.

A ornamentação cuidará de organizar e de embelezar, sobretudo com as flores que, bem colocadas e dispostas, expressam uma série de sentimentos e, muitas vezes, direcionam o olhar para o elemento principal da celebração, como por exemplo o altar bem enfeitado ou a estante da palavra. A ornamentação destaca os elementos simbólicos da liturgia e não os esconde ou toma seus lugares. Eles projetam o olhar para os vasos sagrados e para os símbolos essenciais, sem turbar-lhes a atenção.

O uso das flores

Tanto quanto possível, sempre é melhor e mais eficaz que se usem elementos naturais para glorificar a Deus. Esta é a orientação que encontramos no documento sobre a realidade litúrgica no Brasil (Documento 43 - Animação da Vida Litúrgica no Brasil, n. 148) sobre objetos descartáveis, plásticos e objetos de resina, entre outros. Por exemplo, é recomendável que as flores utilizadas sejam verdadeiras e não de plástico e que os objetos do culto sejam verdadeiros e perenes, sem deixarem de ser simples e humildes. Considera-se, como expressiva, a exigência em cuidar diariamente das flores para que não murchem, revelando ainda mais o cuidado e o interesse pela vida litúrgica da comunidade e o tempo dedicado às coisas de Deus.

Sobre o altar

A recomendação é de que seja uma decoração discreta que embeleze sem distração e que não apareça mais do que as espécies eucarísticas. E sendo mesa de refeição, como a última ceia de Jesus, evite-se excesso de ornamentação que desvia o olhar do centro da celebração. Assim, deve-se evitar cartazes, enfeites e vasos que desviem o pensamento dos símbolos essenciais dos sacramentos.

A ornamentação deve servir para comunicar o mistério e celebrá-lo mais eficazmente. Somente assim a ornamentação servirá ao bem da vida litúrgica da comunidade.

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