Era uma vez, nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, um pequeno e antigo santuário dedicado a São Miguel Arcanjo, num vale em Vallendar, na Alemanha. O local era conhecido como Schoenstatt — palavra alemã que significa “Belo Lugar”. Foi ali que um jovem padre palotino, o Padre José Kentenich, trabalhava como diretor espiritual de um grupo de jovens estudantes.
No dia 18 de outubro de 1914, o Padre Kentenich e aqueles jovens deram um passo de fé que mudaria a história. Inspirados por uma profunda inspiração divina, eles fizeram uma promessa no interior daquela capelinha: ofereceram a Maria suas orações, sacrifícios e pequenos esforços diários, pedindo em troca que a Virgem Santíssima fizesse daquela modesta capela um lugar especial de graças e um centro de renovação espiritual para o mundo. Esse compromisso mútuo entre o céu e a terra ficou conhecido como a Aliança de Amor.
Pouco tempo depois, os jovens receberam de presente um quadro de Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo e a colocaram no altar da capela. A imagem trazia o título de Mater Ter Admirabilis (Mãe Três Vezes Admirável). Na pintura, Maria segura suavemente o Menino Jesus junto ao seu coração, enquanto ambos olham diretamente para quem os contempla, transmitindo acolhimento, paz e abrigo espiritual.
Com o eclosão da Primeira e, mais tarde, da Segunda Guerra Mundial, muitos daqueles jovens foram chamados para o combate. Mesmo nos campos de batalha e em situações extremas, eles mantiveram viva a Aliança de Amor. O próprio Padre Kentenich foi perseguido pelo regime nazista e passou anos preso no campo de concentração de Dachau. Nem mesmo as grades ou os horrores da guerra apagaram a devoção: dentro do campo, ele continuou a evangelizar e a espalhar a mensagem de confiança no amor maternal de Deus.
Após as guerras, a devoção se espalhou pelo mundo inteiro. No Brasil, ela ganhou uma força extraordinária graças ao trabalho do Servo de Deus João Luiz Pozzobon, um leigo gaúcho que, a partir de 1950, começou a caminhar milhares de quilômetros carregando nos ombros uma imagem da Virgem em formato de capelinha. Nascia assim a Campanha da Mãe Peregrina, que até hoje visita milhões de famílias brasileiras, levando a imagem de casa em casa para transformar os lares em pequenos santuários.
Hoje, existem mais de 200 réplicas exatas do Santuário de Schoenstatt espalhadas pelos cinco continentes — todas idênticas àquela primeira capelinha da Alemanha —, onde a Virgem Maria continua a conceder três graças especiais a quem a visita: a graça do abrigo espiritual (sentir-se em casa), a graça da transformação interior e a graça da fecundidade apostólica para levar a fé ao mundo.
Oração
Maria, grave-me em teu coração!
Maria, em vosso coração, grava-me profundamente com letras de sangue e fogo, pois sou vosso para sempre! Em amor e gratidão, seja vosso nome, ó Mãe, grava em meu coração, eternamente. Amém.
Uma rosa para aprender a olhar como Maria
Oferecer uma rosa a Maria pode ser também um convite para aprender com ela a olhar para o próximo com mais amor, atenção e cuidado.
Maria e a alegria de reconhecer as pequenas graças
Maria nos ensina a reconhecer Deus também nas pequenas coisas e a transformar a gratidão em uma forma concreta de viver a fé.
Maria, a Cheia de Graça na espiritualidade franciscana
A segunda quarta-feira explica o significado da Imaculada Conceição e apresenta a importância de Maria na tradição franciscana, com destaque para a Coroa das Sete Alegrias.
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