Por Frei Patrício Sciadini, carmelita descalço
Neste mês se celebra o dia dos pais. O comércio se agita, as TV’s mostram só propaganda de pais “heróis e filhos apaixonados e admiradores” dos pais. O problema, não sei se é ou não verdade, é que a propaganda consegue convencer os filhos para que comprem presentes, muitas vezes com o dinheiro dos pais. Passada a festa, tudo volta à normalidade até o próximo agosto. Por isso, vamos celebrar o Dia dos Pais com São José O pensamento da palavra de Deus e da Igreja não é o consumismo e o “presentismo”, mas sim conscientizar tanto os pais quanto os filhos de que a vida se constrói juntos, que sem a família não é possível sonhar um futuro melhor.
Nestes dias parei para meditar a figura dos grandes pais bíblicos e vi como a bíblia tem um conceito de paternidade belíssimo. O pai não é algo descartável, que uma vez velho, doente ou por perda de juízo, se joga fora ou se amontoa num asilo de velhos, mesmo que seja de luxo, com TV a cabo, brinquedos ou quatro telefones celulares que servem para todos os usos. Para a bíblia, pai é aquele que, tendo assimilado a sabedoria da vida, a passa com doçura aos filhos para que não caiam nos mesmos erros e não se deixem enganar. Pai é o mestre que sabe como educar e como corrigir, é o companheiro que ajuda a não cair nas armadilhas da vã glória e do amor ao dinheiro.
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Entre todos os pais bíblicos, há um que me parece que deveria ser colocado em evidência pela missão recebida por Deus, pela maneira como ele a desempenhou e pela elegância como soube aceitar os projetos de Deus, mesmo não compreendendo bem o que significavam. Este pai se chama José, que exercia um trabalho que não podia permitir-lhe grande luxo e nem vida cômoda. É conhecido como o carpinteiro de Nazaré, aquele que de manhã cedo, antes do levantar do sol, depois de ter rezado o shemá, pegava sua caixa de apetrechos e ia pelas aldeias e pelas ruas perguntando se havia alguma cadeira para consertar…
Comia na marmita que levava consigo de casa e levava, para que aprendesse o trabalho, um menino alegre, esperto, atento a tudo, chamado Jesus. O José de quem estou falando, dizem que tinha um passado glorioso, descendência do mesmo rei Davi, mas ele era pobre e sem honra, a não ser a grande honra da sua honestidade e da fé herdada dos seus pais. O José de quem nós falamos é aquele que era noivo de uma jovem chamada Maria, escolhida para ser mãe de Jesus. Pelo Espírito Santo foi fecundada e José, estando no escuro e sendo avisado por um anjo de não ter medo de recebê-la em sua casa como esposa, a recebeu com alegria.
É o José, pai protetor de Jesus e de Maria, é o José que nunca diz nada, mas que tudo faz para colocar em prática a vontade de Deus. É ele que, chefe da família, guia a família para o Egito como migrante, a guia na volta a Nazaré e a conduz para as festas de páscoa a Jerusalém. É o José que, percebendo a perda de Jesus, o procura e nada diz quando o encontra no templo discutindo com os doutores. É o pai modelo para todos os pais. Não parece que ganhou presentes de Jesus e nem que deu presentes, mas educou para o sentido de Deus, a responsabilidade e o amor. Este é São José, modelo de todos os pais, que antes de tudo deve ser santo para poder educar o filho que Deus lhe confia.
6o Domingo de Tempo Comum – (Mt 5, 17-37) “Não vim para abolir a lei e os profetas”
Jesus nos fala de maneira bem clara porque veio. E, de forma mais clara ainda, nos dá uma verdadeira lição de cidadania ao traduzir o verdadeiro sentido das leis de Deus. Leis que ele faz questão de frisar que não veio para mudá-las em uma única vírgula, mas sim para colocá-las em prática.
Uma reflexão cristã sobre o Carnaval
O momento é propício para que analisemos tudo aquilo que nos mancha, que nos tira a paz de estar em paz com Deus. É tempo, pois, de iniciar ou persistir no chamado à conversão, preparando nossos corações para a Quaresma.
5o Domingo de Tempo Comum – (Mt 5, 13-16) “Vós sois a luz do mundo”
“Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o gosto salgado, com o que se há de salgar? Já não servirá para nada, apenas para ser jogado fora e pisado pelas pessoas. Vós sois a luz do mundo. Evangelho: (Mt 5, 13-16)
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