Por Frei Diogo Luis Fuitem
Sabemos que a Sagrada Escritura descreve São José como “homem justo” (Mt 1,19) porque colaborou com os planos de Deus de maneira solícita e fiel. Assumiu Maria, prometida em casamento, como esposa, ao invés de rejeitá-la quando estava grávida por obra do Espírito Santo. Seguindo o decreto de César Augusto, que ordenava o recenseamento de todos os habitantes da Palestina, foi até Belém com Maria que esperava pelo nascimento do Filho de Deus. E, naquela noite santa, José deu toda a assistência à criança que nasceu e à mãe, a Virgem Maria.
Avisado pelo anjo, levou a Sagrada Família para o Egito para fugir da perseguição de Herodes. E, voltando para Nazaré, providenciou o sustento do lar com seu trabalho de carpinteiro. Por tudo isso, ele realmente merece ser considerado, conforme o evangelista São Mateus, homem justo, isto é, alguém que soube acolher e colaborar eficazmente com os planos divinos. São José mereceu o título de protetor das famílias pela sua dedicação. Na verdade, tornou-se modelo de todos os pais e responsável pelos lares cristãos. O ano josefino contempla, ainda, São José como padroeiro de toda a Igreja. Instituindo este ano, o Papa Francisco fez questão de lembrar o documento do beato Pio IX que, em 1870, declarou São José protetor da própria Igreja.
O santo foi escolhido como guarda da comunidade cristã porque soube cuidar da Sagrada Família e para que, como aquele José do Antigo Testamento, que cuidou para que não faltasse o trigo necessário para a sobrevivência de todo o povo, ajude a alimentar nossa fé. O patrocínio de São José seja, agora, garantia da caminhada segura do Povo de Deus que é a Igreja. Cada cristão pode se inspirar nos valores e na santidade que ele testemunhou com sua vida. “Em um mundo que precisa de pais e rejeita os dominadores”, como disse o Papa, que possamos dar provas de fé e de dedicação aos lares. Como ele soube enfrentar os percalços de uma missão que não foi fácil, saibamos também seguir adiante, acolhendo a vontade de Deus com amor e fé.
É possível dedicar um dia por semana à sua memória e a seu culto. Há pessoas que fazem isso todas as quartas-feiras. Além de meditar a Palavra de Deus, de maneira pessoal ou em forma de grupo, a São José podemos dirigir o pedido de intercessão pelo fim da pandemia, que causa tanto transtorno e preocupação à humanidade inteira. Vale a pena, também, mencionar que a Igreja Católica concede indulgências especiais, ao longo deste ano especial. Para tanto, além da confissão sacramental, da comunhão eucarística e da oração segundo as intenções do pontífice, ao fiel é solicitado praticar cinco obras que se espelhem no exemplo deixado por São José.
Como sentido geral deste ano, parece-me que há um chamamento a todos, para que a humanidade e as próprias famílias não esqueçam de vivenciar a fé e o amor que são os alicerces de um mundo melhor! São José, rogai a Deus por nós!
O Imaculado Coração de Maria: Caminho que conduz a Deus
A devoção ao Imaculado Coração de Maria começou com os primeiros cristãos que buscavam nele um local de meditação dos mistérios de Cristo. Um coração de mãe, que acolhe e ama a todos.
Maria nos sermões de Santo Antônio
Santo Antônio deixou como herança mais de 70 sermões que serviam como formação para os missionários. Maria foi abordada de maneira particular em diversos sermões.
A relação de São Maximiliano e o Corpus Christi
No mês em que celebramos o Corpus Christi, São Maximiliano nos lembra da importância de lembrarmos da última ceia de Cristo com os discípulos. Acesse e medite com a gente!
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