A 6ª Semana Social Brasileira - 6ªSSB será encerrada com o Mutirão Nacional – O Brasil que queremos: o Bem Viver dos Povos. A atividade será realizada em Brasília, DF, entre os dias 20 e 22 de março de 2024. Esta 6ª Edição da SSB foi mobilizada pela Cepast-CNBB e realizada pelas Pastorais Sociais e Organismos da CNBB, em parceria com Movimentos Populares.
Participam bispos da Comissão para a Ação Sociotransformadora - Cepast, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, representante do Conselho Episcopal Latino-Americano - Celam, de Igrejas irmãs e representantes indicados a partir dos Mutirões realizados em todo o território nacional: multiplicadores da 6ªSSB dos regionais da CNBB, organismos da CNBB, pastorais Sociais, movimentos populares, organizações sociais e políticas parceiras, incluindo o poder público.
Projeto Popular – O Brasil que queremos
A Construção do Projeto Popular “O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos” é a proposta deste Mutirão Nacional de encerramento deste ciclo da 6ªSSB, iniciado em 2020. No decorrer desta 6ª edição da SSB, o tema de debate foi “Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho” e fortalecidos pelos eixos: democracia, soberania e economia.
Segundo a secretaria-executiva da 6ªSSB, Alessandra Miranda, a realização do Mutirão Nacional vai possibilitar o resgate da memória dos acúmulos desta 6ª edição a partir dos debates e contribuições dos regionais da CNBB, das arquidioceses e dioceses, prelazias, paróquias, comunidades e dos movimentos populares que atuam nessa temática.
Alessandra Miranda ressalta que as contribuições dos territórios vêm a partir dos elementos do Brasil que temos, debatido, estudado e refletido à luz do tema e dos eixos da 6ª SSB. Com esse conjunto de propostas construídas em Mutirões será concretizado o Projeto Popular Nacional O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos. “A construção do Projeto será um compromisso comum entre a Igreja no Brasil e os Movimentos Populares”.
A secretária, também, lembra que no decorrer do Mutirão Nacional “a vivência da mística e espiritualidade, que fortalecem as lutas e experiências das comunidades, serão perpassadas pelas experiências metodológicas do encontro”.
A programação
Dia 20 de março – O Bem Viver dos Povos
– Acolhida e celebração eucarística
– Mesa de abertura e saudação de autoridades eclesiais, poder público e sociedade civil
– Memória da 6ªSSB
– Análise de Conjuntura – leitura da realidade: acontecimento (fatos), cenários (local, nacional e mundial) e relações das forças políticas e articulação ou relações entre estrutura e relatos da conjuntura
– Intercambio: O Bem Viver dos povos, serão trazidas experiências de mobilização e resistência popular referente à terra, teto, trabalho, soberania, democracia e economia, das Regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
21 de março – O Brasil que temos
– Apresentação e análise da assessoria sobre síntese nacional “O Brasil que temos”
– Conjuntos dos Planos de Incidência Política Local
– Trabalho por grupos, organizados por eixos – Terra, Teto, Trabalho, Democracia, Soberania e Economia Elaborar ações para O Brasil que queremos
– Plenária para apresentação das propostas O Brasil que queremos para complementações e aprovação
22 de março – Projeto popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos
– Mesa: Projeto Popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos
– Memória das apresentações das sínteses dos grupos
– Trabalhos por grupos
– Plenária para aprovação dos trabalhos
– Encaminhamentos, agradecimentos e despedidas
O que são as Semanas Sociais Brasileiras
As Semanas Sociais Brasileiras são iniciativas da CNBB, animadas pela Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast) e realizadas pelas pastorais sociais e movimentos populares. Têm o objetivo de fortalecer as ações conjuntas e as próprias organizações envolvidas, a partir de pautas comuns e realização de incidência na Igreja e na sociedade com processos sociotransformadores.
O tema desta 6ª edição nasce da provocação do Papa Francisco, em outubro de 2014, no primeiro Encontro Mundial de Movimentos Populares. Na ocasião, o Pontífice recorreu à solidariedade afirmando que ela “é muito mais do que alguns gestos de generosidade esporádicos. É pensar e agir em termos de comunidade, de prioridades da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. É também lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a casa, a negação dos direitos sociais e laborais […] Digamos juntos de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem-terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que provém do trabalho”, declarou. Dessa provocação de Francisco nasceu o tema da 6ª Semana Social Brasileira, “Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho”, com a proposta de mobilização e realização entre 2020 e 2022.
Na mesma Mensagem de 2014, o pontífice, nos desafia: “é impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonistas das grandes maiorias e este protagonismo transcende os procedimentos lógicos da democracia formal”. Ele interpela, para que a construção de um mundo de paz e justiça duradouras supere o assistencialismo paternalista.
O Santo padre afirmou ser preciso criar formas de participação que envolvam os sujeitos e atores que estimulem as estruturas governamentais locais, nacionais e internacionais com uma energia moral para a inclusão das pessoas excluídas, na construção do destino comum. De acordo com o Papa Francisco, tudo isso deve ser feito com entusiasmo construtivo, sem ressentimentos e com amor.
O Projeto Popular
À luz da provocação do Papa Francisco, em sua Carta aos Movimentos Populares em 2020, que diz: “vocês não são uns improvisados, têm a cultura, a metodologia, mas principalmente a sabedoria que é amassada com o fermento de sentir a dor do outro como sua. Quero que pensemos no projeto de desenvolvimento humano integral que ansiamos, focado no protagonismo dos Povos em toda a sua diversidade e no acesso universal aos três T que vocês defendem: terra e comida, teto e trabalho”, se fortalece a proposta de construção do Projeto Popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos.
Com isso, as articulações da 6ªSSB prosseguiram potencializando onde há e propor onde está fragilizado ou se perdeu a proposta do Bem Viver dos povos e a cuidar, proteger e defender a Casa Comum. “Várias encíclicas advertem que a Igreja não tem competência técnica nem os meios necessários para analisar ou propor modelos e projetos econômicos e políticos […], mas têm uma dimensão antropológico-social e ético-moral fundamentais, para a qual a Igreja tem competência e pode oferecer uma contribuição valiosa”, lembra o teólogo Francisco Aquino Junior, do livro Encíclicas Sociais: um guia de leitura. Dessa forma, Igreja e Movimentos Populares estão num processo de construção do Projeto Popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos.
Fonte: CNBB
Leão XIV: 1 ano de pontificado
Do primeiro discurso da sacada central da Basílica de São Pedro à presença em meio ao povo africano, relembre os atos de Leão XIV no primeiro ano como Papa.
CNBB inicia hoje processo de apreciação das novas Diretrizes Gerais
Bispos reunidos na 62ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida (SP) discutem também nesta sexta-feira Análises de Conjuntura Eclesial e Sociocultural.
Como e onde ajudar as vítimas das chuvas em Juiz de Fora
Dom Gil Antônio Moreira convocou padres, diáconos e leigos para se unirem em prol das vítimas das chuvas
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.