Por Missionária Sara Caneva e Voluntária Matilde Luvisotto, do Instituto Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe
“Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade” (Rm 12,9-13).
Após ter evidenciado o relacionamento com Deus e o relacionamento dentro na comunidade, o apóstolo Paulo, na Carta aos Romanos, propõe aquela que é a escolha de fundo do cristão: o amor fraterno e para todos. Nestas poucas linhas, Paulo nos ajuda a refletir sobre as três virtudes teologais que todos somos chamados a viver na nossa vida: a fé, a esperança e a caridade. Paulo nos convida a sermos alegres na esperança: quantas vezes experimentamos que o mal agride a nossa necessidade de esperança?
Paulo nos exorta a viver uma esperança fundamentada em Deus, uma esperança certa, que eleva o coração. Paulo nos convida também a sermos fortes nas tribulações: a força para superar os momentos difíceis não vem de nós, mas de Deus. É uma força inesperada, que nos mantém de pé, uma força que sentimos por dentro quando nos abandonamos nele.
Enfim, Paulo nos convida a sermos solícitos pelas necessidades dos irmãos. No hino da caridade, que Paulo escreve à comunidade de Corinto, ele mesmo dirá que, entre as três virtudes, a mais importante é a caridade. A reciprocidade e a fraternidade são os sinais do amor cristão. O amor traz alegria, responsabilidade, liberdade. O amor é serviço solícito e atento, feito de constância, com tenacidade, com alegria. A vida do cristão é uma vida vivida na serenidade, na fortaleza, na paciência, na confiança alegre em Deus.
Também Padre Kolbe fala, frequentemente, sobre a importância da virtude da caridade e uma boa referência se constata em um artigo sobre a “religião do amor” escrito em 1933: “É claro que Jesus desejava que reinasse entre os homens um amor sincero. Os apóstolos entenderam bem o desejo de Jesus. Por isso, São Pedro disse em uma de suas cartas: 'Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados (1Pd 4,8)'” (Escrito de São Maximiliano Kolbe 1205).
E quem melhor para nos ensinar sobre a caridade senão a criatura mais excelsa e escolhida para ser a Mãe do amor, a Imaculada? São Maximiliano entendia que em função da nossa pobre condição humana, nem sempre os nossos atos refletem as virtudes que somos chamados a viver.
A melhor forma, então, é deixar que Ela nos use como instrumentos e assim seremos pessoas melhores e testemunhos autênticos das virtudes cristãs. Eis o que Padre Kolbe recomenda:
“Podemos afirmar, sem qualquer temor, que o nosso último e mais alto desejo é cumprir a Vontade da Imaculada da maneira mais rigorosa possível. Tornar-se cada dia mais propriedade dela. Permitir à Imaculada que tome posse de todo o nosso ser. Então nos tornaremos seus dignos mílites. E já não seremos nós, mas Ela em nós, por nosso intermédio a agir e a exercitar seu influxo sobre o ambiente que nos rodeia. Debaixo do amoroso sopro da graça, derreterão as barreiras de gelo colocadas diante dos corações das pessoas que nos rodeiam: multidões de pessoas seguirão a voz da Imaculada e se tornarão instrumentos em suas mãos. Por meio deles, a Imaculada entusiasmará outras almas e assim sucessivamente, até a conquista do mundo inteiro, de todas e cada uma das almas (Escrito 1232).
Que cada dia reforcemos nosso amor à Imaculada e assim Ela nos guiará para crescermos na fé que nos garante a esperança e favorece o amor fraterno.
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