Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu
O Sínodo é uma assembléia de bispos convocada pelos Papa para debater temas específicos da Igreja. Nesta edição será um sínodo especial porque abrange um território que conta com 9 países.
Já tivemos muitos sínodos desde o Concílio Vaticano II, tivemos o sínodo da juventude e antes o da família, recentemente. Vários motivos levaram o Papa a convocar um sínodo para a Amazônia. Primeiramente porque o Papa é latino americano e sabe da problemática da Amazônia. Além da ameaça à fauna e flora, os povos da Amazônia, sobretudo os indígenas, sofrem perseguições. O Papa Francisco atendeu o pedido de diversas pessoas e conferências episcopais para convocar este sínodo especial.
Os encontros preparatórios constituem um dos momentos do sínodo. Já foi elaborado um questionário baseado no tripé escutar, discernir e agir. Não é apenas uma análise de conjuntura que subjaz ao trabalho do sínodo, mas o povo da Amazônia, e os diversos povos, têm direito de falar e o Papa quer que nós escutemos o que o povo diz. Isso está sendo feito em todos os quadrantes da Amazônia. Estas respostas s erão sintetizadas nas diocese, transferidas para o regional e, depois, para a rede Eclesial Pan Amazônica (Repam). Estamos, neste momento, concluindo este passo e, baseado no que dizem os representantes dos diversos povos, será elaborado o instrumento de trabalho que acompanhará as atividades do sínodo que acontecerá em outubro.
Faço parte do conselho pré-sinodal que é composto por 18 pessoas. 16 são bispos, o secretário geral da Rede Eclesial Pan Amazônica que é um perito do Equador e há uma religiosa que é secretaria da Repam. No Brasil são cinco bispos, sendo um o cardeal Dom Cláudio Humes.
O objetivo central do sínodo é descobrir nonos caminhos para a evangelização e ecologia integral. A partir disso a gente espera que seja uma discussão em todos os sentidos sobre as ameaças aos povos indígenas e os temas de ecologia. Será discutida a situação dos fiéis católicos porque 90% das nossas comunidades não tem a missa regularmente. 70% tem a eucaristia somente três ou quatro vezes ao ano. Para nós é um desafio proporcionar a eucaristia a todos. Este povo sem a eucaristia e o acompanhamento direito se torna alvo de denominações cristãs. Esta parte também é muito importante para nós. O que é realmente importante é o centro da nossa fé, a comunidade reunida em torno do altar.
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Celebração foi presidida pelo Cardeal Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB e do CELAM, e reuniu bispos de todo o país.
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