Por Eduarda Oliveira Em Evangelho Dominical Atualizada em 22 JUL 2019 - 09H46

14º Domingo do tempo Comum

“A messe é grande e os operários são poucos” (Lc 10,1-12.17-20)

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“A messe é grande e os operários são poucos” (Lc 10,1-12.17-20)

Naquele tempo, Jesus escolheu outros setenta e dois e os enviou dois a dois na frente a toda cidade e lugar aonde havia de chegar. E lhes disse: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos; pedi, pois, ao dono da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita. Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e a ninguém saudeis pelo caminho. Em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: A paz esteja nesta casa. Se houver ali uma pessoa de paz, repousará sobre ela vossa paz; se não houver, voltará para vós. Permanecei nessa casa, comei e bebei do que vos servirem. O operário merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo de vós. Quando entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas praças e dizei: Até a poeira de vossa cidade, que se pegou aos nossos pés, sacudimos contra vós; mas sabei que está próximo o reino de Deus. Eu vos digo: Naquele dia Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade. Voltaram os setenta e dois cheios de alegria, dizendo: Senhor, até os demônios se submetem a nós em teu nome. E Jesus lhes disse: Vi Satanás cair do céu como um raio. Dei-vos poder para pisar em serpentes e escorpiões e em toda a força do inimigo, e nada vos fará mal. Mas não vos alegreis que os espíritos se vos submetem. Alegrai-vos, antes, porque vossos nomes estão escritos nos céus”.

COMENTÁRIO

A liturgia deste domingo fala de missão e vem nos lembrar que o seguidor de Jesus deve ser, acima de tudo, missionário. Jesus instrui seus discípulos e os envia para a missão. É muito importante ressaltar esse detalhe.

Jesus orienta seus apóstolos, antes de enviá-los, porque sabe que o sucesso da missão depende de um trabalho consciente. Nenhum missionário pode iniciar seu apostolado sem preparo e sem os conhecimentos necessários.

Não basta boa vontade, nem dizer que o Reino de Deus está próximo e que os ramos secos serão queimados. Discursos inflamados, frases feitas e palavras bonitas não bastam. O efeito poderá ser o contrário do esperado. Qualquer atividade ou função, só podem ser exercidas por conhecedores do assunto, dai a necessidade de um bom preparo.

Jesus se preocupa em instruí-los, pois sabe que um missionário despreparado pode ser perigoso para o sucesso do Plano de Salvação. Ninguém é acreditado se não tiver argumentos claros, se não falar com convicção. Ninguém fala com convicção se não acreditar naquilo que diz. O trabalho missionário tem que estar alicerçado na fé, e isso é fruto da ação do Espírito Santo.

Parece que a pretensão de Lucas é mostrar o aumento considerável dos seguidores de Jesus. Afinal estamos falando de um aumento de quinhentos por cento no número de discípulos. Até então, só ouvíamos falar nos doze, agora são setenta e dois os enviados para pregar e preparar os caminhos.

Apesar desse aumento, os operários são insuficientes em relação ao grande volume de trabalho. Jesus nos diz que a colheita é grande e que os operários são poucos. Não é preciso ser agricultor para entender este exemplo de Jesus. Ele fala de milhares de frutos que não podem permanecer esquecidos nos campos.

Há muito o que colher e se a colheita não for feita a tempo, toda produção poderá se estragar. Se não os trouxermos para o celeiro, se não os protegermos da umidade e do calor do dia a dia, poderão apodrecer por excesso de chuva, ou ressecar e queimar por excesso de sol.

É uma luta contra o tempo. É caso de vida ou morte, pois se tratam de produtos perecíveis. Estamos falando daqueles milhares de irmãos e irmãs que desconhecem o amor, a fraternidade e que nunca ouviram falar no perdão e na misericórdia divina. São irmãos que estão secando, deteriorando-se, por desconhecerem Jesus e a misericórdia de Deus.

Mais uma vez Jesus ressalta o poder da oração e diz que é preciso suplicar para que o Pai nos mande ajuda. Manda-nos rezar para que o Dono da plantação envie mais vocações, mais trabalhadores. Jesus sabe que sem vocação, não existe missão.

Merece destaque o fato de Jesus tê-los enviados dois a dois. Com isso Jesus quer ressaltar que o anúncio da Boa Nova deve ser o grande objetivo da comunidade e que nada pode ser feito de forma isolada. O objetivo só será atingido através do trabalho conjunto, da união e da comunhão fraterna.

“Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. Estas palavras demonstram que Jesus está preocupado, até mesmo com a integridade física de seus discípulos. Jesus os previne, porque sabe que nem sempre serão bem acolhidos e que serão alvos de perseguições e ataques dos lobos.

Hoje, o lobo perigoso chama-se sociedade, o homem público inescrupuloso e os inimigos da paz e da família. Eles são poderosos, interesseiros e violentos. A calúnia é a sua arma e o missionário seu maior rival. A arma para detê-los chama-se amor. A mansidão e a humildade do cordeiro se sobrepõem ao ódio do lobo. Os riscos são enormes, mas uma coisa é certa: O missionário jamais morrerá!

Jorge Lorente

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