Para nós, católicos, o Natal é a celebração de um acontecimento central de nossa fé: o nascimento histórico de Jesus Cristo, Filho de Deus. É a celebração do Mistério da Encarnação: Deus se fez homem!
Talvez não deveríamos dizer muitas coisas diante deste mistério de amor, mas contemplar, como fez Maria e José, sem dizerem uma palavra, e como fizeram tantos santos ao longo da História. Foi São Francisco de Assis que "inventou" o presépio, para poder contemplar o Filho de Deus numa manjedoura.
Deus amou tanto o mundo, que enviou seu Filho para salvá-lo. Deus quer salvar e não condenar. Seu amor é infinito e para sempre. Por que o nascimento de Jesus é comemorado neste dia? Os antigos não davam importância à data de nascimento das pessoas. São raras as datas do nascimento que chegaram até nós de pessoas importantes do tempo de Cristo.
Assim também, não se sabe a data certa do nascimento de Jesus. Então por que este dia? Entre os romanos do tempo de Jesus, já existia esta data de 25 de dezembro como o dia do nascimento do "deus" Sol, considerando que a noite anterior era a mais longa do ano. Assim se justificou a comemoração do nascimento de Jesus Cristo neste dia, pois Ele é o "sol de Justiça" como o chama o profeta Malaquias (cf. Ml 4,2).
O próprio Jesus se apresenta como "luz do mundo" (cf. Jo 8,12;9,5). O imperador Constantino decretou o primeiro dia da semana como sendo dia do sol e dia do Senhor ressuscitado. Assim nasceu o domingo, como primeiro dia da semana em nosso calendário.
No Natal o Filho de Deus assume a condição humana. Ao encontrar-se nesta condição de fragilidade e sofrimento, ele adquire a experiência humana de "compaixão" ou solidariedade com a Humanidade. Diante da grandeza do mistério do Deus encarnado, a atitude da Igreja é de admiração, louvor, agradecimento e contemplação.
O Natal é uma festa litúrgica, civil, popular e comercial. Festa de união e encontro das famílias e dos amigos. É lamentável que o aspecto comercial tenha tomado conta de tudo. Às vezes, o aniversariante nem sequer é lembrado, substituído pelo Papai Noel e seus presentes.
Que possamos recuperar estas raízes do Natal e celebrá-lo com alegria. Não podemos deixar que o desânimo e a apatia estraguem nossa festa de Natal. Para que isto aconteça é necessário celebrá-lo à luz da fé, aquela fé que os pastores tiveram; aquela fé que Maria e José tiveram para acolher o menino.
Natal sempre faz apelo à nossa fé. É a fé que brilha como a estrela na escuridão e indica o caminho. É a fé que nos faz permanecer firmes com Jesus, muitas vezes sem entender os desígnios de Deus.
A todos os leitores, meu abraço e minha bênção de pai e pastor.
2º Domingo do Tempo Comum – (Jo 1, 29-34)
No Evangelho de hoje João nos apresenta Jesus como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. De fato, Jesus muito se assemelha ao cordeiro.
Ano jubilar marca os 800 anos da morte de São Francisco de Assis
Celebração na Basílica de Santa Maria dos Anjos marcou início da última etapa de comemorações ligadas ao santo italiano; Papa proclamou ano jubilar especial.
Batismo do Senhor – (Mt 3, 13-17)
Celebramos a festa do Batismo de Jesus. Nas águas do rio Jordão, Jesus é batizado por João Batista. João ministrava um batismo de penitência e de conversão. O batismo de João preparava o povo para a chegada do Messias. Mas, sendo Jesus o próprio Messias, havia necessidade de ser batizado? Será que Jesus precisava de conversão?
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.