Igreja em Pauta

Silêncio que fere: a violência contra a mulher ainda desafia a sociedade

Frade franciscano reflete sobre as raízes culturais da violência e defende acolhimento, denúncia e transformação social

Escrito por Núria Coelho

09 MAR 2026 - 11H28 (Atualizada em 10 MAR 2026 - 07H08)

Freepik

A violência contra a mulher continua sendo uma das formas mais persistentes de violação de direitos na sociedade. Presente em diferentes ambientes — dentro de casa, no trabalho ou em espaços públicos — ela assume diversas formas, como agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais.

Em entrevista, Frei Carlos Alberto de Queiroz, da ordem dos Frades Menores Conventuais, destacou que o problema não pode ser tratado apenas como um caso individual, mas como uma realidade social que exige mudança de mentalidade. Segundo ele, muitas vezes a violência nasce de relações marcadas pelo controle, pela desigualdade e pela falta de respeito à dignidade da mulher.

“O primeiro passo é romper o silêncio. Muitas mulheres sofrem sozinhas por medo, vergonha ou dependência. A sociedade precisa oferecer apoio, escuta e caminhos seguros para que elas possam denunciar”, afirmou o religioso.

O frade também ressaltou a importância das comunidades — religiosas, educativas e familiares — na construção de uma cultura de respeito e cuidado. Para ele, a fé deve caminhar junto com a defesa da dignidade humana e com ações concretas de proteção às vítimas.

Além do acolhimento, ele reforça que é fundamental investir em educação e conscientização desde cedo, para que novas gerações aprendam a construir relações baseadas na igualdade, no diálogo e no respeito.

Combater a violência contra a mulher, conclui frei Carlos, pároco e reitor do Santuário Senhor do Bonfim, é uma responsabilidade coletiva. “Quando defendemos a vida e a dignidade das mulheres, estamos defendendo uma sociedade mais justa para todos.”

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