Imaculada Notícias

Fome invisível: Quando a solidariedade devolve dignidade a quem tem fome

Reportagem exibida no Imaculada Notícias mostra como iniciativas solidárias enfrentam a insegurança alimentar e acolhem quem vive à margem da sociedade

Escrito por Ana Cristina Ribeiro

29 DEZ 2025 - 12H30

Freepik

Em um país que bate recordes na produção de alimentos, a fome ainda faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Invisível para muitos, ela se manifesta no silêncio de quem acorda sem saber se vai comer e no cansaço emocional de quem luta diariamente pela sobrevivência. Esse foi o ponto de partida da reportagem “Fome Invisível: a luta diária por alimento e dignidade”, exibida nesta segunda no Imaculada Notícias.

A matéria trouxe dados alarmantes: segundo a FAO-ONU, 8,4 milhões de brasileiros passaram fome entre 2021 e 2023, mantendo o Brasil novamente no Mapa da Fome. Mais do que números, a reportagem deu voz a quem atua diariamente na linha de frente do combate à insegurança alimentar.

Entre os entrevistados, Frei Gabriel Alves, diretor do SEFRAS – Ação Social Franciscana, destacou que ninguém chega à fome extrema de forma repentina. Antes disso, existe um processo duro e silencioso de insegurança alimentar, marcado pela falta gradual de comida, sofrimento e desgaste emocional. Ele também lembrou que o verdadeiro sentido do Natal está na presença constante de Jesus em nosso coração e no compromisso diário com o irmão necessitado — um chamado que se traduz em ação concreta.

A reportagem também apresentou o trabalho da Casa dos Pobres, iniciativa fundada em setembro de 2020 por Frei Luiz Favaron, Frade Menor Conventual, que junto a um grupo de leigos trabalha incansavelmente para dar o que comer a quem tem fome. Hoje, a Casa atende diariamente mais de 400 pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, acolhendo não apenas quem vive nas ruas, mas também famílias e trabalhadores formais que não conseguem arcar com as despesas básicas.

Frei Luiz reforçou que a fome não é apenas física. Há também fome de dignidade, de respeito e de misericórdia. Para ele, acolher vai além de oferecer alimento: é olhar nos olhos, escutar histórias e devolver humanidade a quem muitas vezes é invisibilizado pela sociedade.

Porque cuidar de quem tem fome hoje — de pão, de dignidade ou de amor — é também construir um futuro mais justo para todos.

Ouça a reportagem na íntegra aqui!



Até o próximo encontro!

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Por Ana Cristina Ribeiro, em Imaculada Notícias

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