Padre Zezinho, SCJ
Eles se acham mais espertos e mais importantes do que bobos que obedecem a lei e respeitam o direito de quem chegou primeiro. Falo dos que furam fila nas estradas ou nos guichês de atendimento. Impacientes, dão um jeito de chegar lá antes dos outros para conseguir aquele papel. Não importa se há oitenta na frente. Eles são brasileiros especiais. Não podem esperar como os outros! Também não podem ficar naquele sol quente com os outros 3.000 carros, alguns com velhinhos e crianças. Que se danem! Passam pelo acostamento e vão embicando até ultrapassar uns trezentos que chegaram antes. E daí? Eles se que danem! Mas se algum deles os ultrapassar fazem sinal obsceno ou gritam. Pra cima deles não! Eles podem, mas os outros não. É a lei do brasileiro mais esperto!

Acontece todos os dias. Foi o caso daquela senhora que puxou conversa e pediu informação à gerente do banco, interrompendo sem nenhuma cerimônia a conversa com a outra cliente. Não quis fazer uma pergunta. Quis o mesmo que a outra estava fazendo, com a diferença que a outra, bem educada, esperou a vez e ela, não. A gerente pediu que ela esperasse que a atenderia em depois da Quarta pessoa da fila e ela se ofendeu maldizendo o banco que não atendia direito. Gritou para que todos ouvissem, quando a mal educada era ela. Bem feito, arranjou briga porque duas outras senhoras deixaram claro que tinha sido a prepotente e a mal educada. “Seu dinheiro não vale mais do que o nosso”, disseram.
São esses brasileiros que se acham mais do que os outros que dificultam a vida do país. Pioram o trânsito, pioram o atendimento aos outros e pioram a vida de todos. Faltou escola e colo, ou tiveram colo demais e agora acham que todo mundo tem que se adaptar a eles.
No próximo congestionamento observe o tipo de pessoa que faz isso. Não têm cara de ladrão, mas age como se fosse. Rouba o direito e a vez de quem chegou antes. Pensa apenas em si: exatamente como fazem todos os bandidos. A ética e a moral tratam desse assunto. Furar a fila é empurrar os outros para trás. É injusto e é desonesto. O outro é o “eu” do lado de lá. Que seja respeitado!
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