Na sua formulação original, o Décimo Mandamento desdobra e complementa o Nono Mandamento: “Não cobiçarás a casa de teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma do que lhe pertença” (Ex 20,17; Dt 5,21).
Fiéis ao nosso propósito de enfatizar algum aspecto positivo de cada Mandamento, poderíamos formular assim os dois últimos: “Cuidarás da tua esposa (ou do teu esposo), dos teus filhos e dos demais parentes, dos amigos e dos vizinhos. Cuidarás da natureza, da flora e da fauna. Cuidarás da tua cidade, da tua casa e do teu jardim”.
Devemos cuidar de tudo o que amamos e amar tudo o que existe, porque tudo é dom, criação de Deus. Com duas advertências:
a) Devemos amar e cuidar de todos, mas com preferência dos mais fracos, porque eles precisam mais. Os ricos e poderosos têm mais recursos para cuidar de si mesmos e dos seus amigos. A “opção preferencial pelos pobres” não se fundamenta em uma ideologia de determinada corrente teológica, mas na própria Palavra de Deus, nas palavras e gestos de Jesus.
b) Cuidar não significa controlar, nem sufocar. Quem ama cuida e respeita a autonomia do amado; quem ama não abafa a liberdade da pessoa amada, porque confia nela. O amor de Deus é gratuito e libertador. Foi assim que Jesus nos ensinou a amar: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”.
Nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola aprendemos a fazer “Oração de repetição”, voltando aos pontos das orações anteriores que nos tocaram mais. Poderíamos sintetizar essa série de artigos da seção “Dez palavras sobre o amor” assim:
1) Amar a Deus como Pai.
2) Amar a Jesus Cristo, Rosto humano de Deus.
3) Amar a Santa Igreja, nossa mãe.
4) Amar nossa família.
5) Amar e respeitar a vida.
6) Amar a castidade, como nos ensinam os santos (cf. Regra de São Bento, IV, 64).
7) Amar os pobres e partilhar com eles os bens que Deus nos dá.
8) Amar e defender a verdade que nos liberta.
9) Amar a fidelidade a Deus, ao próximo, ao nosso ser mais profundo.
10) Amar e cuidar de tudo o que há na Terra.
Demos graças a Deus que nos ensinou estes Dez Caminhos, para vivermos com mais segurança nesta vida, e chegarmos um dia à Vida Eterna.
Ano jubilar marca os 800 anos da morte de São Francisco de Assis
Celebração na Basílica de Santa Maria dos Anjos marcou início da última etapa de comemorações ligadas ao santo italiano; Papa proclamou ano jubilar especial.
Batismo do Senhor – (Mt 3, 13-17)
Celebramos a festa do Batismo de Jesus. Nas águas do rio Jordão, Jesus é batizado por João Batista. João ministrava um batismo de penitência e de conversão. O batismo de João preparava o povo para a chegada do Messias. Mas, sendo Jesus o próprio Messias, havia necessidade de ser batizado? Será que Jesus precisava de conversão?
O hábito da Fé
A fé é uma das virtudes teologais. E por isso, ela deve ser um hábito diário e não somente um recurso para quando estamos aflitos.
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