Por Vladimir Ribeiro Em A Santa Missa Atualizada em 15 JAN 2021 - 14H18

Qual é a nossa doença?




O Frei Sebastião Benito Quaglio (OFMConv.) presidiu hoje a Santa Missa, no Santuário Imaculada Conceição e São Maximiliano Maria Kolbe, em São Bernardo do Campo, São Paulo, e comentou a Primeira Leitura (Hb 3,7-14) e o Evangelho de hoje (Mc 1,40-45).

Frei Sebastião destaca que no Evangelho de hoje, Jesus vai ao encontro dos leporosos. Eles ficavam fora da cidade, para impedir a contaminação e eram repelidos a pedradas, se eles se aproximassem de alguém. Quem determinava quem eram os leprosos eram os sacerdotes da época.

Quem são os doentes de hoje? São aqueles que nós afastamos, são aqueles que não têm lugar para morar, ou vivem nas periferias e nas favelas, aqueles que dormem debaixo de viadutos ou em qualquer lugar. O homem vale enquanto produz. Como se sente uma pessoa que trabalha tantos anos e é mandado embora, tendo aluguel para pagar e família para manter? Quantos passam por isso.

Os leprosos modernos são muitos. O sistema cria isso. Nós já nos acostumamos a ver tantas pessoas à margem da sociedade. Alguém ajuda, dá esmola, mas não existe estrutura para reverter essa situação. Isso acontece no mundo inteiro. O ser humano que produz é visto como instrumento, caso contrário ele é rejeitado.

Existe também outra doença pessoal, algo que nos domina que a indiferença, às vezes estamos tão presos e tão condicionados a nós mesmos que somos doentes e achamos que é normal. A nossa maneira de pensar e de agir são frutos de uma doença interior. Estamos amarrados nos pecados, defeitos, paixões e no nosso jeito.

Vamos voltar o nosso olhar e a nossa vida para ter a liberdade de Jesus. Ao tocar a Eucaristia, lembremos que Ele nunca se afasta de ninguém.

O Evangelho de hoje nos faz pensar como podemos mudar a sociedade. Não sermos indiferentes, criando uma sensibilidade para a solidariedade e ajudar os irmãos dentro dos limites de cada um. Não ouvir o noticiário como se fosse uma coisa distante e que não nos afeta.

Vejamos a epidemia que estamos vivendo, não podemos nos se aproximar dos outros, não podemos nos tocar, temos que ficar afastados e isolados. É pior que na época de Jesus!

Qual é a lepra que existe dentro de nós? Temos muito trabalho para fazer, a oração é importante, mas temos que ter atitude sobre o nosso compromisso de cristãos. Pedir a luz do Espírito Santo para que a lepra do materialismo, da indiferença não tome conta de nós, senão vamos ficar doentes para sempre e vamos morrer.

Somos feitos para uma nova vida, a vida que Jesus nos ensinou, devemos sentir a liberdade Dele para sermos solidários e fraternos e investir tudo na nossa felicidade e não podemos estar felizes vendo o sofrimento do nosso irmão.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Vladimir Ribeiro, em A Santa Missa

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.