(...) dois dos discípulos estavam a caminho de um povoado, chamado Emaús, distante uns doze quilômetros de Jerusalém. Eles conversavam sobre todos estes acontecimentos. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e pôs-se a acompanhá-los. Seus olhos, porém, estavam como que vendados e não o reconheceram. (...) Quando se aproximaram do povoado para onde iam, Jesus fez menção de seguir adiante. Mas eles o obrigaram a parar: “Fica conosco, pois é tarde e o dia já está terminando”. Ele entrou para ficar com eles. E aconteceu que, enquanto estava com eles à mesa, tomou o pão, rezou a bênção, partiu-o e lhes deu. Então, abriram-se os olhos deles e o reconheceram (...) ao partir o pão.
Estamos ainda vivendo o período Pascal. O tempo Pascal vai até o Domingo de Pentecostes, por isso dizemos que hoje é o terceiro Domingo da Páscoa e não o terceiro Domingo depois da Páscoa.
Mais uma vez nos reunimos para meditar nossa caminhada junto com Jesus. Infelizmente, nem sempre nos lembramos disso. Parece coisa de ficção ou lenda dizer que Jesus caminha conosco.
Apesar das dificuldades para percebermos Jesus andando ao nosso lado, nós vamos caminhando. O caminho é cheio de altos e baixos, com momentos de esperança, alegria e tristeza; momentos de entusiasmo e depressão. Muitas vezes, desesperançados como os discípulos de Emaús.
Neste evangelho, eles caminham sem esperança. Falam dos acontecimentos tristes dos últimos dias. Alguém cruza com eles na caminhada e quer saber a razão de tanta tristeza. Com a voz embargada contam o ocorrido, choram a ausência do Mestre, mas não reconhecem Jesus naquele estranho.
Já percebeu, como nós demoramos para perceber a presença de Jesus? Esses dois tinham convivido com Jesus por tanto tempo. Sabiam que Ele era o Messias prometido. Ouviram suas pregações, acompanharam tantos e tantos milagres. Eles viram Jesus fazer coisas incríveis e, mesmo assim, parece que tudo isso não foi suficiente para acreditarem.
Recentemente Jesus lhes havia dito que deveria sofrer, morrer e ressuscitar dos mortos e eles se esqueceram. Por isso, levaram um tremendo “puxão de orelhas” do Mestre. Tiveram que ouvir estas palavras: “Como vocês custam para entender, como demoram a acreditar em tudo o que os profetas falaram!”
O evangelista nos diz que um dos discípulos se chama Cléofas. O nome do outro não sabemos. É provável que Lucas não tenha mencionado quem seria o outro discípulo, justamente para que, cada um de nós possa colocar-se em seu lugar.
Seríamos nós esse parceiro de viagem de Cléofas? Quantas vezes que, desanimados e desesperançados, seguimos a nossa estrada. Outras vezes choramos, lamentamos o ocorrido, falamos até perder o fôlego, porém, sem levar fé e sem transmitir esperança aos que caminham ao nosso lado.
A fé vem aos poucos, é um crescimento diário, um processo lento. Leva tempo, porque não depende só do conhecimento. Fé é um compromisso de vida. Ao explicar-lhes a escritura, Jesus devolve a esses homens a confiança, a alegria da fé e da esperança no Messias.
Se de fato acreditarmos, entendermos e vivermos a escritura, nós seremos excelentes companheiros de viagem, ótimos companheiros de caminhada. A longa jornada será recompensada pela alegria do reencontro com o Messias.
Chegando ao vilarejo, sentam-se à mesa e no instante em que o misterioso viajante parte o pão, eles o reconhecem. Eles vêm naquele estranho o Mestre partindo e repartindo o alimento. Esse gesto resume toda a vida de Jesus.
Tudo em Jesus sempre foi doação. Doação do pão multiplicado, das curas, do perdão, da misericórdia, do pão da Palavra que salva; enfim, doação da sua própria vida, sacrificada na cruz. Foi na partilha que os discípulos reconheceram Jesus.
O mesmo deve acontecer conosco. O cristão que não vive a partilha torna-se irreconhecível. Passa despercebido pelos irmãos. Só através da partilha poderemos encontrar e apresentar Jesus.
Ao partilharmos o pão material, o pão do acolhimento, da escuta, do perdão e da presença constante junto aos menos favorecidos, nossos companheiros de viagem poderão reconhecer em nós o Cristo Ressuscitado.
O testemunho é luz que clareia os ambientes, é a chave que abre os corações para a fé, para a esperança e para o amor de Deus. Por isso vamos gritar bem alto o que o evangelho de hoje nos diz: Jesus ressuscitou e Caminha conosco!
Jesus está presente no nosso dia a dia, é solidário em nossas lutas e dificuldades. Celebra conosco o seu Banquete e se faz alimento na Eucaristia. Jesus está permanentemente ao nosso lado e jamais se afastará. Por tudo isso, levante seus olhos ao Céu e diga com bastante fervor: “Fica conosco, Senhor!”
Ano jubilar marca os 800 anos da morte de São Francisco de Assis
Celebração na Basílica de Santa Maria dos Anjos marcou início da última etapa de comemorações ligadas ao santo italiano; Papa proclamou ano jubilar especial.
Batismo do Senhor – (Mt 3, 13-17)
Celebramos a festa do Batismo de Jesus. Nas águas do rio Jordão, Jesus é batizado por João Batista. João ministrava um batismo de penitência e de conversão. O batismo de João preparava o povo para a chegada do Messias. Mas, sendo Jesus o próprio Messias, havia necessidade de ser batizado? Será que Jesus precisava de conversão?
O hábito da Fé
A fé é uma das virtudes teologais. E por isso, ela deve ser um hábito diário e não somente um recurso para quando estamos aflitos.
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