Os fariseus convocaram um conselho para ver como poderiam pegar Jesus em alguma palavra. Enviaram-lhe discípulos, juntamente com os herodianos, para lhe dizer: “Mestre, sabemos que és sincero(...). Dize-nos, pois, o que te parece: É justo pagar imposto a César ou não?” Conhecendo-lhes a malícia, Jesus falou: “Por que me testais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do imposto”. Eles lhe apresentaram um denário. E Jesus lhes perguntou: “De quem é essa imagem e inscrição?” Responderam eles: “De César!” Então Jesus lhes disse: “Pois dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
COMENTÁRIO
No Evangelho de hoje, Jesus é testado. É colocado numa situação embaraçosa pelos fariseus e saduceus. Importante lembrar que esses dois povos eram inimigos mortais. Viviam guerreando entre si, nada tinham em comum, porém, uniram-se para tentar vencer Jesus.
Tinham certeza que, desta vez, Jesus não encontraria saída. Contavam ainda com o apoio dos doutores da lei, dos líderes religiosos e de todos aqueles que queriam destruir Jesus. Uniram-se para encontrar um modo de eliminá-lo.
Mais uma vez ficou provado que a presença de Jesus provoca a união. A simples presença de Jesus une as pessoas. Pena que neste caso, a união era para destruí-lo. Mas, parece que nada mudou, pois ainda hoje muitos querem que Jesus desapareça. Sua presença incomoda aos interesseiros. Certamente era incômodo para esses povos, conviver com Jesus e sua doutrina.
O esperado Messias guerreiro, lutador e dominador. Aquele que viria para livrá-los do poder dos romanos apresenta-se sem armas e sem um exército devastador. É um Messias-servo, manso e humilde e, ainda por cima, dono de palavras duras que machucam a consciência. Jesus anuncia que o Reino de Deus é dos pobres e oprimidos. Já pensou? Um Reino para os pobres? É muito para a nossa cabeça!Leia MaisConvido todos para a festaA pedra rejeitada tornou-se a pedra angular26° Domingo do Tempo Comum
Esse modo de falar e de agir de Jesus incomoda os donos do poder. Era preciso matá-lo, tinham que eliminá-lo. Precisavam de uma justificativa para acusá-lo de traição. Aparentemente haviam encontrado uma forma infalível, não havia como Jesus escapar da armadilha montada.
A pergunta tinha uma grande dose de maldade e de malícia. Qualquer resposta seria comprometedora para Jesus. Só havia duas respostas: sim ou não. Dizendo sim, desagradaria e revoltaria o povo. Dizendo não, teria que se haver com os poderosos, pois estaria depondo contra o poder romano.
“Hipócritas, por que me tentam?” Com estas palavras, ao pedir que lhe mostrem a moeda, e ao perguntar de quem é a figura e a inscrição, Jesus força os próprios inimigos a dar a resposta certa: “É de César”. Agora sim, ao ouvir o que queria ouvir, respondeu de forma clara: “Pois então, dai a César o que é de César, e a Deus, o que é de Deus”.
Com essa resposta, Jesus não discute a questão do imposto. Ele sabe que a contribuição é necessária. No entanto, sua grande preocupação é com o povo, com a injustiça e com a opressão. Certamente, Jesus desaprova a sonegação de impostos, desaprova também as falcatruas e o desvio de dinheiro público. Jesus deixa claro que o imposto deve ter um valor acessível e justo. Jesus esclarece que o imposto só é justo quando revertido em benefício da sociedade.
Devoção ao Imaculado Coração de Maria
“Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio”
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Ao mostrar seu Coração que “nada poupou até esgotar-se e consumir-se de amor”, Jesus toca a nossa realidade e nossos sentimentos, abrindo-nos as portas da plenitude do amor de Deus.
“Não são os bons que precisam de médico, mas sim os doentes”
Jesus não faz distinção quando nos convida para sermos seus discípulos.
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