Por Padre José Alem, missionário claretiano
“Quem ouve minha palavra esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe” (Mt 12, 49-50)
A Palavra é o fundamento de nossa vida, de nossa fé. Pois a Palavra é a própria pessoa de Deus que se revela a si mesmo comunicando com palavras, atitudes, gestos, ações a sua própria vida. Portanto, conhecer a Palavra é conhecer Deus tal como Ele se revela. Isso nos chama a viver uma relação pessoal com a Palavra viva que é o Verbo – Jesus – sobretudo na Liturgia, através da qual celebramos a fé e assumimos o compromisso de vivê-la livre e conscientemente.
A Palavra não é um feito apenas do passado, mas é uma Palavra viva e atual. Tudo isso podemos acolher do Prólogo do Evangelho de João (Jo1, 1-18), que nos dá a conhecer o fundamento da nossa vida: o Verbo – a Palavra, que desde o princípio está junto de Deus, fez-Se carne e veio habitar entre nós (Jo 1, 14). Seguindo o exemplo do apóstolo João e dos outros autores inspirados, deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo para podermos amar cada vez mais a Palavra de Deus (Verbum Domini 5).
Na revelação da Palavra viva o Espírito Santo é o protagonista. É Ele quem inspira e revela a verdade sobre Deus Pai, fonte e origem da Palavra.
O ser humano é chamado por Deus a viver um relacionamento pleno com Ele a ponto de estabelecer uma Aliança na qual Deus escuta o homem e responde às suas perguntas: Deus dialoga através de suas palavras. Para entrar em diálogo com Deus, para compreender e responder adequadamente ao que Deus revela é preciso fé. A ausência de fé provoca o pecado, a ruptura, a incompreensão do diálogo. Pecado é a não escuta da Palavra de Deus e como consequência, não colocá-la em prática.
O modelo perfeito de fé, de escuta e vivência da Palavra de Deus é Maria. Ela, mãe da palavra que se torna humana é também a mãe da fé. Com suas atitudes e palavras Maria abre o novo e definitivo caminho da fé. Ninguém, como ela acreditou e acolheu a palavra e por isso se tornou mãe, mediante a palavra. E a palavra se tornou carne e habitou entre nós graças a fé de Maria.
Para entender e viver adequadamente a Palavra de Deus é preciso sentir-se e viver a experiência de ser Igreja. A Igreja é o ambiente necessário e seguro para acolher, compreender, viver e testemunhar a Palavra. Para isso é preciso uma consciência sempre mais precisa do que é a Igreja e do que é ser Igreja.
A Igreja vai ao longo dos tempos aprimorando a sua capacidade de acolher, compreender e anunciar a Palavra. Processo que exige abertura, humildade, fé, conversão.
Aos poucos, e com a segura ação do Espírito Santo que inspira com sua Luz e Sabedoria, a Igreja é chamada por Deus a acolher a sua Palavra, isto é, a conhecer Deus que se revela. Para isso é preciso superar algumas limitações próprias do ser humano e que repercutem também na comunidade de fé, a Igreja.
É acolhendo a Palavra de Deus, como Maria, que podemos também reconhecer quando Deus nos fala, dialogar com Ele e finalmente assumir o compromisso de fazer a Sua vontade.
Nossa vocação primordial, como seres humanos e cristãos, é acolher a Palavra de Deus e Ele fará em nós e através de nós maravilhas, como em Maria. Olha para a nossa pequenez e faz grandes coisas (Lc 1,49).
Toda vocação na Igreja só é real e autêntica como resposta ao chamado de Deus na Sua Palavra. Assim, “o Verbo se faz carne e habita entre nós”. (Jo 1,14)
3o Domingo da Páscoa - “Ao repartir o pão, reconheceram Jesus!” - (Lc 24, 13-35)
Estamos ainda vivendo o período Pascal. O tempo Pascal vai até o Domingo de Pentecostes, por isso dizemos que hoje é o terceiro Domingo da Páscoa e não o terceiro Domingo depois da Páscoa. Acompanhe agora o Evangelho comentado por Jorge Lorente.
2º Domingo da Páscoa – “Nós vimos o Senhor!” (Jo 20, 19-31)
A liturgia de hoje nos fala do encontro de Jesus com seus apóstolos no cenáculo.
Meditações da Semana Santa – Retiro Quaresmal 2026
Ao chegar à Semana Santa, somos convidados a entrar mais profundamente no mistério central da nossa fé, acompanhando de perto os passos de Cristo em sua entrega por amor. Nesta semana, a Palavra nos conduz da cruz à vida nova, revelando um amor que transforma tudo.
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